

A queda no volume do setor de serviços baiano em outubro frente ao mesmo mês de 2018 (-1,6%) foi resultado do desempenho negativo de três das cinco atividades investigadas no estado. Em termos de magnitude da taxa, o segmento de outros serviços (-11,4%) apresentou o pior resultado, caindo pelo sétimo mês consecutivo (desde abril). Trata-se de um grupo muito diverso de atividades, mas que tem um peso relativamente baixo na estrutura geral do setor de serviços no estado.
Quem mais contribuiu para o desempenho negativo geral dos serviços baianos, em outubro, foi a queda verificada nos serviços de informação e comunicação (-5,8%). O grupo tem o segundo maior peso no setor e vem mostrando, na Bahia, desempenho bem diferente da média nacional.
No estado, o volume dos serviços de informação e comunicação cai seguidamente há quase dois anos e meio (29 meses), desde junho de 2017. No Brasil como um todo, o segmento apresenta resultados majoritariamente positivos, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde junho de 2018. Em outubro, na Bahia, o resultado geral do volume de serviços não foi pior graças, sobretudo, ao desempenho dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2%), que, mais uma vez, deram a principal contribuição positiva no mês.
O segmento também tem peso importante na estrutura do setor no estado e cresceu pelo terceiro mês consecutivo. Ele e reúne muitas atividades direcionadas às empresas (ligadas às áreas jurídica, contábil, de segurança, assessorias e consultorias em diversos campos, agências de viagem, entre outras).
Outro avanço veio do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%), com maior influência das concessionárias de rodovias, correios e transporte rodoviário de cargas. No setor de serviços prestados às famílias (1,5%), o impacto maior foi dos hotéis e restaurantes. Já em serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%), o resultado foi puxado por serviços de engenharia.
Rodrigo Lobo observou que, em contrapartida, o setor de outros serviços (-0,3%) assinalou a única taxa negativa de outubro, eliminando, portanto, parte do avanço de 0,5% observado em setembro. “O recuo foi influenciado pela coleta de lixo e a gestão de redes esgoto”, explicou.
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