GLICÉRIO RAMOS – PRESIDENTE DA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BAIANA DA INDÚSTRIA HOTELEIRA (ABIH)

GLICÉRIO RAMOS - PRESIDENTE DA PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BAIANA DA INDÚSTRIA HOTELEIRA (ABIH)

Por João Paulo Almeida

Bahia Econômica – Qual a expectativa do turismo baiano nesse final de ano?

Glicério Ramos – A tendência dos próximos meses é manter a taxa de ocupação igual ao do ano passado, com estabilidade, sem expectativa de aumento. O Réveillon é um produto consolidado na capital baiana e esperamos manter a mesma taxa de ocupação do ano passado com aproximadamente 98%. A ABIH-BA está intensificando as capacitações de operadores e agentes de viagem dos principais pólos emissores, com o intuito de melhor as taxas de ocupação, com os Road Shows, buscando exibir as novidades em infraestrutura, mobilidade, lazer e o parque hoteleiro da cidade. As próximas capacitações vão ocorrer entre 07 e 11 de outubro em Belo Horizonte, Betim, Contagem e Divinópolis, 28 de outro a 1º de novembro em Brasília, Goiânia, Anápolis e de 04 a 07 de novembro em Porto Alegre e na Feira Festuris em Gramado.

BE- Qual a expectativa de geração de empregos para o turismo nesse final de ano?

GR- A movimentação de contratações a curto prazo, devem começar em dezembro, os selecionados passam por treinamentos para atender a demanda das festas de fim de ano e férias escolares.

BE- Como o senhor analisa o primeiro semestre do turismo na Bahia?

GR – Apesar de termos apresentado de janeiro a julho, uma queda de 5% no número de passageiros para Salvador, a taxa de ocupação permaneceu praticamente estável, claro que podemos melhorar. Comparando-se o primeiro semestre de 2019 (janeiro a junho) com igual período do ano anterior, verifica-se que a taxa de ocupação média de 2019 (61,34%) manteve-se praticamente estável em relação a 2018 (61,55%). Vamos continuar promovendo o destino Salvador a fim de recuperar o fluxo de turistas na capital baiana, com os Road Shows, Fam Tours, Hospitality Experience, Rodada de Negócios e outros.

BE- Como o senhor analisa os reflexos iniciais da MP da liberdade Econômica para o turismo?

GR- Eu avalio essa medida de maneira positiva. Eu acho que o Brasil passou por uma crise muito grande nos últimos anos e acho que a legislação trabalhista precisaria de uma atualização para fazer a economia voltar a crescer. Nós precisamos melhorar a geração de empregos, a geração de oportunidades. Para o turismo a medida também é positiva pois vai fazer com que os estabelecimentos tenham mais segurança na hora de abrir novas oportunidades e vai movimentar ainda mais a economia.

BE- Quais os pontos mais importantes que devem ser abordados na reforma tributária que está sendo analisada pelo governo na relação com o turismo?

GR- Essa reforma tributária tem que vim com a necessidade de diminuir os custos das empresas. Diminuir o custo de produção. Diminuir a carga de tributos do Brasil que uma das maiores do mundo. Eu acredito que esse projeto vai trazer ao empresário uma segurança maior na hora de fazer suas contas e vai fazer ele ter mais recursos para investimentos. Para o turismo eu acredito que com a reforma vai possibilitar que novas empresas surjam no mercado aumento o número de contratações e serviços que o turismo pode oferecer. Eu espero que ela seja aprovada ainda em 2019, disse.

Foto: divulgação