RENATO EZEQUIEL – PRESIDENTE DOS SINDICATOS DOS COMERCIÁRIOS DO ESTADO DA BAHIA

RENATO EZEQUIEL - PRESIDENTE DOS SINDICATOS DOS COMERCIÁRIOS DO ESTADO DA BAHIA

Por João Paulo Almeida

Bahia Econômica – Como o senhor avalia a falta de consenso entre o sindicato dos comerciários e o sindicato dos lojistas para convenção coletiva no comércio baiano?

Renato Ezequiel – Existem alguns pontos que precisam ser esclarecidos e precisam ser colocados em pauta para essa convenção ser assinada. Eu vejo que questões como o reajuste retroativo a 2018 e o trabalho aos domingos sem a remuneração devida ao trabalhador são pontos que emperram a negociação. A MP da liberdade econômica veio para complicar a vida do trabalhador e nela ainda não ficou acertada, por exemplo, a questão do trabalhador está domingo trabalhando para ganhar folga. Seriam quatro domingos seguidos sem lazer. Fora que caso a negociação ocorra e o reajuste aos trabalhadores também, seriam mais de R$ 600 milhões colocados na praça ou na economia.  O trabalhador iria movimentar o comércio e gerar amis economia.

Be- com o país saindo da crise é possível que esse final de ano haja uma grande contratação temporária na Bahia

RE- Eu acredito que a média de 2018 será mantida. Mias ou menos uns 3 a 4 mil pessoas devem ganhar uma oportunidade de trabalho agora nesse final de ano. Não amis do que isso. O comércio funciona bem nesse período, principalmente por causa do natal. A data amis quente para o comércio no Brasil. Então a média de 2018 deve ser mantida. Talvez um pouco mais talvez um pouco menos.

BE- Como o senhor avalia a MP da liberdade econômica

RE- Eu acho essa lei o maior retrocesso para o trabalhador. A lei propõe trabalho em quatro domingos seguidos e ai o trabalhador pede direito a ter vida social? Como fica a família do trabalhador ? Então eu acho que alguns pontos da lei precisam ser debatidos com o trabalhador, coisa que não aconteceu.

BE – Como o senhor avalia a possibilidade de fechamento do comércio nos feriados em Salvador ?

RE- Isso é muito ruim para o comerciante e para o comerciário. Nós temos algumas empresas que fizeram alguns acertos com seus trabalhadores. C&A e Riachuelo são algumas delas. Elas vão poder funcionar por que fizera acordo com seus funcionários respeitando a Lei Trabalhista em vigor. Hoje nós temos 83& do comércio proibido de funcionar nos feriados sem a convenção coletiva, o que representa em média um prejuízo de R$ 30 milhões por dia de feriado fechado no comércio. Não é uma situação que agrada ao trabalhador por que no feriado as vendas são maiores. Vamos continuar negociando.