O Fronteira Beer Music, bar do irmão do secretário da Ordem Pública, Felipe Lucas, continua a realizar shows em suas dependências. A algazarra promovida pelo espaço foi capa do Jornal da Metrópole e tem tirado a paz de quem mora ou trabalha no entorno.Segundo informações da rádio metrópole e do portal metro 1, a secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) afirmou que as apresentações não acontecem há 15 dias.
Ao que parece, a Sedur tomou um “bypass”. Nas redes sociais do espaço, há anúncios de apresentações – que começam na quarta-feira e vão até domingo. No dia 21 de agosto, por exemplo, às 20h, teve show de Jazz e Blues, com Keko Piros, Quarteto Zona Azul e Evelyn Buchegger e Emerson Cabral. No dia 22, também às 20h, aconteceu o “quintas intenções”, com Matheus Nasce. Na sexta, dia 23, foi a vez “sextou” com A Patroa e Luan Marques. Já no sábado, rolou o “esquema” com Nossa Patente e Criando Caso. Como festa nunca é demais, ainda teve show no domingo, 25, com CBX, Bigg, banda Vai Que Dá Samba e Dj Raffa Oliveira.
Enquanto incorre em irregularidades, o Fronteira – que pertence a Tiago Lucas e Danilo Moreira Lapido Rodrigues – pede à Semop autorização para o uso de som. Os sócios requisitaram ainda a revisão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a empresa, a prefeitura de Salvador e o Ministério Público. No alvará de funcionamento do estabelecimento, a atividade do local é apontada como “sem entretenimento”, ou seja, sem som ao vivo. O documento vale até o dia 12 de novembro deste ano.
Sem habite-se, os empresários pediram seis meses para regularizar a situação. O documento é emitido pela prefeitura com o objetivo de atestar que o imóvel está apto para ser habitado e foi construído ou reformado conforme as exigências legais estabelecidas pelo município. Em entrevista ao Jornal da Metrópole, o secretário Felipe Lucas negou que favoreça o empreendimento do irmão. “Busco trabalhar o senso de justiça. Não vejo se o bar é de meu irmão. Aplico a regra e a lei de maneira uniforme. A Semop é um CNPJ, não tem CPF, nem coração”, afirmou. O mandatário da pasta ressaltou que o órgão tem reforçado a fiscalização no Rio Vermelho, mas ressaltou que o Fronteira foi denunciado apenas três vezes esse ano. Em outros contatos, mostrou-se irritado e disse não ser o dono do estabelecimento.