A coordenação do Observatório do Clima, rede que reúne cerca de 50 organizações não governamentais do País em prol de ações contra as mudanças climáticas, reagiu às insinuações feitas nesta quarta-feira, 21, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro – de que ONGs estariam envolvidas com as queimadas da Amazônia – e afirmou que o recorde de focos de incêndio observados neste ano é apenas “o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro”.
Em nota divulgada à imprensa, a coordenação do Observatório do Clima pontuou que as ações do governo federal contribuíram para o aumento do desmatamento na região e que “o fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônida e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso”.
O número de queimadas em todo o Brasil neste ano já é o mais alto dos últimos sete anos, conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19. Desde 1.º de janeiro até a terça-feira, 20, foram contabilizados 74.155 focos, alta de 84% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que contabiliza esses dados desde 2013.