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INSTITUTO VAI HABILITAR CIRURGIÕES PARA PROCEDIMENTOS ROBÓTICOS

Redação - 15/07/2019 07:53

Incisões reduzidas, menor sangramento e recuperação mais rápida do paciente são algumas das vantagens da cirurgia robótica, tecnologia na qual o médico cirurgião opera com o auxílio de um robô. Nesse modelo, o especialista comanda a máquina a partir de um console, similar aos joysticks de videogame, contando com recursos como visão tridimensional e ampliada em dez vezes, quando comparada ao que veria pelo método tradicional de via aberta.

Recém-chegado à Bahia, com a implantação de um robô Da Vinci no Hospital Santa Izabel, o método será ensinado e difundido pelo Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), inaugurado no dia 18 de junho. O objetivo do IBCR é habilitar cirurgiões de Salvador para a qualificação, orientação e suporte de médicos interessados em operar utilizando o robô fabricado pela Intuitive/Stratner. Embora alguns pacientes possam achar que entregarão seus corpos a uma máquina, o coordenador do IBCR, o uro-oncologista e instrutor Nilo Jorge Leão ressalta que o cirurgião continua sendo o protagonista de todo o processo. É o médico quem determinará cada movimento realizado pelo robô, enquanto opera o console, situado a apenas poucos metros do paciente. “O que determina o resultado cirúrgico é ummais rápida ”, reforça Leão.

O especialista destaca que a tecnologia resulta em menor risco de complicações, taxas de sangramento mais baixas, menos dores no pós-operatório, menor taxa de formação de hérnias abdominais e redução no tempo de internação hospitalar. Essas vantagens também são oferecidas pela videolaparoscopia, mas a técnica não se iguala à cirurgia robótica na precisão dos movimentos executados durante o procedimento.

“Todo mundo tem um tremor essencial, qualquer um que mantiver a mão parada na frente vai perceber que treme. O robô elimina esse tremor, então você consegue o movimento perfeito, com mais precisão”, esclarece o médico. Ele afirma que isso possibilita a realização de grandes intervenções mesmo em áreas estreitas do corpo, pois com essa tecnologia, o cirurgião conseguirá maior amplitude e precisão no movimento, além de uma visão mais detalhada.

De acordo com o uro-oncologista  Nilo Jorge Leão, a única vantagem da videolaparoscopia sobre a robótica está no custo, que permite sua disponibilidade pelo SUS em Salvador e outras cidades baianas O robô tem sido utilizado com sucesso em cirurgias nas áreas de ginecologia, coloproctologia, além das intervenções torácicas e de cabeça e pescoço, mas é na urologia que a tecnologia tem sido mais empregada, sobretudo no tratamento do câncer de próstata. A tecnologia também é bastante utilizada no tratamento de tumores renais, de adrenal e da bexiga, podendo ser usada ainda para tratar mal formações congênitas.

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