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NOVA FASE DA LAVA-JATO PRENDE EX-ASSESSOR DE DIRCEU E BUSCA LOBISTA DO MDB

Redação - 12/04/2018 13:28 - Atualizado 12/04/2018

Agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) prenderam, na manhã desta quinta-feira (12), o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado e o economista Marcelo Borges Sereno em um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que investiga fraudes em fundos de pensão.

Ao todo, os agentes tentam cumprir 10 mandados de prisão no Rio, em São Paulo e em Brasília contra suspeitos de fraudar os fundos de pensão Postalis (dos Correios) e Serpros (Serpro – Serviço de Processamento de Dados do governo federal). A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ªVara Federal Criminal. Essa é a primeira vez que a Lava Jato do Rio chega a fundos de pensão.

Segundo a investigação, os fundos mandavam dinheiro para empresas no exterior para pagar a prestação de serviços inexistentes. O dinheiro era espalhado por contas de doleiros e voltava ao Brasil para suposto pagamento de propina. O esquema funcionava através de dois doleiros do ex-governador Sérgio Cabral, que ajudavam a trazer dinheiro em espécie de volta ao país. De acordo com os investigadores, uma empresa de Arthur teve movimentação suspeita de R$2,8 bilhões.

Marcelo Borges Sereno é ligado ao Partidos dos Trabalhadores (PT) há muitos anos. Ele já foi assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na época que José Dirceu era ministro da Casa Civil. Já Arthur Pinheiro Machado é apontado como operador e criador da Nova Bolsa, em São Paulo. A PF buscou também em Brasília o operador Milton Lyra, que é investigado em diversas fases da Lava Jato e que trabalharia com Renan Calheiros (MDB). (Com informações do G1 e Estadão)

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