ENTREVISTAS

MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO
MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO

A candidata a vice-governadora na chapa de Zé Ronaldo (DEM), a médica Mônica Bahia (PSDB), tem o perfil de uma mulher forte, de opiniões contundentes. Pode-se discordar da candidata, mas dificilmente alguém passa incólume à força dos seus argumentos, exposta em frases curtas, objetivas, sem muita divagação. Mônica vai direto ao ponto: “Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde”, prosseguindo com uma das principais críticas da oposição ao governo Rui Costa (PT): a fila da regulação.

Quando o assunto é a violência urbana, Mônica igualmente não segue o roteiro tradicional dos candidatos de evitar a polêmicas – ela é favor da revogação do estatuto do desarmamento, e embasa tal opinião em critérios, citando os determinantes presentes no Projeto de Lei que preveem que, para ter direito ao porte de arma, o cidadão deva cumprir determinados pré-requisitos, como treinamento e avaliação psicológica. Porém, essa medida está longe de ser tomada como algo isolado no combate á violência. A questão, como Mônica Bahia considera, é muito mais complexa.

BE – Candidata, a sua presença na chapa de Zé Ronaldo (DEM) tem sido questionada  em ação na Justiça Eleitoral, referente a uma suposta perda de prazo. Como tem lidado com a situação?

A jurisprudência está do nosso lado. Não houve perda de prazo. Os nossos advogados estão acompanhando o assunto e estamos tranquilos.

BE – A questão da segurança pública tem sido recorrente nos debates da campanha. Uma das questões sobre o assunto tem sido a questão da revogação do estatuto do desarmamento, perspectiva à qual a senhora é favorável. 

A Bahia é o estado onde mais se mata no Brasil, em 2016 houve esse estudo e a Bahia foi o estado no qual houve mais homicídios, em 2017 a situação se repetiu. É uma situação de intensa violência. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. O problema da violência é um problema multifatorial e resolver essa questão é uma situação complexa. Não se resolve apenas com uma única ação isolada.

BE – Os defensores da revogação do estatuto do desarmamento têm sido estigmatização sob a alegação de que defendem que bastaria entregar uma arma a cada pessoa como forma de lidar com a questão da violência.

Em nenhum momento foi dito nem por mim nem por ninguém que defenda a revogação do estatuto do desarmamento que simplesmente armar a população seja a solução.

BE – Então, qual o caminho para a solução do problema. Como podemos lidar com a questão?

A solução é múltipla. Trata-se de aumentar contingente policial, investir em inteligência, tomar conta das fronteiras, diminuir a sensação de impunidade, revendo nossas leis. A gente não pode viver num país no qual 90% dos homicídios não são elucidados. E ter uma arma, ou, melhor, ter o direito ao uso de uma arma, o que não é uma obrigação, é a nossa última fronteira de defesa. Quando o estado falha, eu quero ter a minha possibilidade de me defender. Porém, isso é uma coisa voluntária, tem quem quer, e, lógico, tem que haver critérios. O PL do Peninha [refere-se ao PL 3722, do deputado Rogério Peninha Mendonça – PMDB/SC]  determina tais critérios. Você não pode ter ficha criminal, não pode estar sendo investigado por nenhum crime, tem idade mínima, avaliação psicológica e treinamento. Os melhores estudos do mundo mostram que o cidadão de bem armado, mas qualificado e treinado, cria uma ação de inibição da criminalidade e mulheres, também, armadas, diminuem o número de estupros.

BE – A saúde tem sido um aspecto igualmente questionado pela chapa de Zé Ronaldo, com especial ênfase sua, que é médica, e, portanto, lida com o tema no seu cotidiano. 

Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde. São apenas os 12% obrigatórios pela constituição e isso é insuficiente. Nós tivemos uma redução de mais de três mil leitos nos últimos anos, num momento em que a população cresceu e empobreceu, pois vivemos num dos estados de maior desemprego no país e todas essas pessoas desaguaram no sistema público, pois perderam seus convênios ou não conseguiram mais pagar seus planos de saúde. E o que acontece? – houve uma desestruturação da assistência à saúde nas cidades do interior. Isso é visto muito claramente nas nossas viagens de campanha, em como a saúde do interior está desassistida. Isso fez com que as pessoas, no sistema de regulação, que é a solicitação de transferência para unidades hospitalares com tratamento mais adequado ou consultas com especialistas, simplesmente essas  pessoas ficaram retidas. Além do que o sistema de regulação não tem a transparência que deveria ter. O que nós pretendemos, se o povo achar que nós devemos ganhar, é fazer um estudo técnico do que fica mais represado, de quais especialidades têm mais problemas e vamos ver a ampliação dos leitos, reestruturar a assistência à saúde no interior, investindo nas santas casas e nos hospitais que já existem, melhorando a qualidade.  Tem muito a se fazer. No dia-dia nós vemos falta de exames, falta de material, equipes incompletas em várias unidades. Tem muito para ser feito. Temos muito trabalho a fazer e gostaríamos que a população nos desse essa oportunidade.

ROBERTO DURAN – PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION
ROBERTO DURAN - PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION

BE- O Centro de convenções da Bahia teve sua ordem de serviço assinada na ultima semana. O projeto deve ficar pronto em 2019. Qual a expectativa do setor turístico para o novo equipamento? 

RD – Ele será um divisor de aguas para o setor do turismo, tendo um impacto maior,  claro, no turismo de negocio, o qual vinha há  5 anos sem infra estrutura para alavancar o segmento, visto que um Centro de Convenções de grande porte é o principal indutor do destino neste seguimento, inclusive para os demais pequenos centros instalados nos hotéis.

BE – O governo do estado continua tramitando internamente o processo de licitação para o Centro de Convenções da paralela, que terá um grande complexo com hospitais e áreas de lazer. A previsão é de uma licitação até dezembro. O senhor acredita que esse projeto possa sair do papel?

RD – Gostaríamos muito de acreditar, porém já passamos da fase de promessas, embora continuamos na esperança de um dia termos um outro grande Centro de Convenções, visto que nossa Cidade tem potencial para termos mais de dois equipamentos e de porte muito maior.

BE- A Área do antigo Centro de Convenções ainda continua sendo alvo de um processo na justiça. O Trade já chegou a dizer que o melhor lugar para o Centro seria onde ele estava. A escolha da prefeitura para região do aeroclube agrada o trade?

RD – Sem sombra de duvida aquela região, além de ser geograficamente equidistante de todo parque hoteleiro de Salvador, ao longo dos 37 anos de funcionamento do antigo centro de convenções se estruturou com um conjunto de serviço para esta atividade, tornando esta localização a mais apropriada para a construção do novo Centro de Convenções.

BE- O Trade já começou as negociações para atração de eventos para o novo equipamento? Como está esse processo? 

RD – Sim, claro, desde o ano passado a Salvador Destination vem encabeçando este processo, buscando atrair congressos, feiras e convenções de medio e grande porte. Iniciamos o processo de captação com entidades e formadores de opinião regionais, avançamos este ano para os nacionais e já estamos implementando as ações para as grandes entidades internacionais e mundiais. Temos  apalavrado 12 congressos nacionais e internacionais para o novo equipamento, com possibilidade de outros 18 serem concretizados a partir de 2020.

BE- A Bahia tem um potencial grande de atração de negócios turísticos. Uma das regiões que mais tem a capacidade é a região sul e toda sua história e ligação com o cacau e o chocolate. Recentemente a região recebeu um mega evento do chocolate. Quais ações deveriam ser tomadas para o turismo de negócio se dissipar por toda Bahia?

RD – O primeiro passo a ser dado é o governo ter vontade politica em desenvolver esta atividade econômica. Se este passo for ultrapassado e o governador realmente demonstrar tal interesse é só trabalhar, visto que  qualificação e beleza naturais ja temos, faltando apenas a infra estrutura crucial para implementação desta atividade em condições de concorrer como o resto do mundo.

LÍDICE DA MATA – CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB
LÍDICE DA MATA - CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB

BE – Candidata, O PSB nacional optou por não apoiar nenhum candidato ao cargo de presidente do Brasil, porém a senhora está ao lado de Rui que defende a candidatura de Lula/ Haddad. A legenda vai seguir o curso da chapa e apoiar Haddad na Bahia?

LD- A tendência natural é essa, pois entendemos que o presidente Lula foi o único na história do Brasil a valorizar o Nordeste. Aqui na Bahia, ganhamos novas universidades federais, novos Institutos Federais de Educação, o povo teve acesso à comida e houve uma série de investimentos em áreas estratégicas, gerando emprego e renda para a população. Diante disso, devemos marchar juntos.

BE – Candidata, os números das pesquisas apontam que o candidato ao senado Ângelo Coronel não tem conseguido crescer nas intenções de voto. A falta de apoio do PSB a candidatura do PSD ao senado pode ser um dos fatores que levam aos números do presidente da Alba nas pesquisas?

LD – O PSB apoia a majoritária do governador Rui Costa. Os nossos deputados estaduais votam com a chapa e o nosso material de campanha tem o time completo, mas eu não posso garantir que todos os candidatos apoiem a chapa completa.

BE – Como a senhora avalia os primeiros números de intenções de voto ao governo do estado que apontam uma larga vantagem ao governador Rui Costa?

LD- Acredito que ele vai ter muito mais do que dizem as pesquisas. O governador Rui Costa fez uma excelente gestão, mesmo com todo o boicote do presidente da República e de seus aliados aqui na Bahia, que seguraram as verbas e impediram Rui de fazer muito mais. As intenções de voto são o reconhecimento ao trabalho que ele tem feito, sem perseguições e com muita dedicação ao povo da Bahia.

ENTREVISTA COM JUTHAY JR. – CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB
ENTREVISTA COM JUTHAY JR. - CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB

Por João Paulo Almeida

BE- Candidato como o senhor avalia a questão da montagem da chapinha que contempla PTB, PPL SD e PSC dentro da chapa de oposição ao governo? A chapinha enfraquece o candidato Zé Ronaldo?

JM- Essa foi uma decisão dos partidos, que visaram ter uma possibilidade maior de eleição dos seus candidatos a Deputado Federal. Eu considero normal a disputa, porém fui pego de surpresa, pois quando o PSC entrou na chapa com a colocação de Lázaro, eu imaginava que eles fariam parte do chapa que contempla a maioria dos partidos. Para esse é um assunto superado. Eu sempre resolvo as questões políticas olhando para sempre e para o objetivo maior de eleição. Vamos focar em sermos eleitos.

BE- A desistência da vida pública de Gualberto pode prejudicar a legenda nas eleições? Ele ainda vai fazer campanha para o senhor?

JM- Gualberto não desistiu da vida pública. Ele não quis sair candidato nessa eleição. Eu ainda conto com ele como presidente do PSDB Bahia. Então ele ainda apóia a candidatura de José Ronaldo e eu também tenho o apoio dele como candidato ao senado.

BE- O ex-presidente da assembleia legislativa comentou que existiria a possibilidade de esse ano serem eleitos dois senadores sendo um de cada coligação. Como o senhor avalia as pesquisas que apontam o ex-governador Jaques Wagner o seu companheiro de chapa Irmão Lazaro como eleitos? 

JM- Ninguém ganha eleição antes do voto. É preciso se entender que nossa candidatura vai crescer muito com a propaganda eleitoral gratuita. As pessoas ainda não sabem que eu sou candidato ao senado. Muita gente me encontra na rua e diz que eu sou candidato a Deputado Federal, onde tive mandato por oito vezes. Então a campanha e as pesquisas não estão aptas a traçar uma realidade. Ainda. Mas eu tenho certeza que nós vamos ser fortes quando a campanha começar no rádio e na televisão. As pessoas procuram candidatos que sejam ficha limpa, e que tenha bons projetos apresentados durante seu mandato. Eu tenho projetos como a proibição da propaganda de cigarros, como a lei do benefício continuado, dentre outros. Então, nós vamos crescer muito.

BE- Outro desafio para a oposição é o fato de que o candidato José Ronaldo é pouco conhecido em Salvador, o maior colégio eleitoral do estado. Como lidar com essa questão?

JM- José Ronaldo é uma pessoa muito bem vista nos locais que as pessoas conhecem ele. Eu posso dizer. Quem conhece Zé Ronaldo vota nele. O problema é que ele ainda não é conhecido. Mas vai ficar quando começar a propaganda eleitoral gratuita. A Bahia vai poder conhecer mais o candidato. Então eu tenho certeza que o eleitorado dele de Salvador vai crescer quando começar a propaganda

BE- Em relação à pesquisa IBOPE que coloca Lula na liderança das intenções de voto, como o senhor avalia essa questão?

JM- Eu sou advogado, com especialidade em direito eleitoral. Hoje, se o Tribunal Superior Eleitoral julgar o registro da candidatura de Lula vai indeferir seu registro. Ele está enquadrado na lei da ficha limpa e não pode ser candidato. Quem criou essa lei foi o governo dele mesmo. Então as pesquisas vão ter que entender que ele não pode ser candidato.

BE-Sobre as últimas pesquisas Geral Alckmin não aparece entre os candidatos que iriam para o segundo turno. O que o senhor poderia falar sobre os dados das pesquisas?

JM- Eu acredito que com o inicio da campanha de televisão Geraldo terá o tempo necessário para apresentar a população sua história, seus projetos e sua proposta para mudar o Brasil. Isso vai ser um fator decisivo para que a população conheça Geraldo Alckmin. Historicamente o tempo de rádio e televisão são decisivos para a escolha dos candidatos, então eu acredito muito num crescimento do Geraldo durante esse período de televisão e rádio.

BE- Em relação a questão politica nacional, as pesquisas apontam que o candidato de Lula e Jair Bolsonaro podem fazer um eventual segundo turno. De que lado o PSDB deve ficar nessa situação? Existe a possibilidade de apoio a um candidato apoiado por Lula? 

JM- Eu estou convencido que o Geraldo Alckmin irá para o segundo turno. A expectativa é que seja ou contra Bolsonaro ou contra o candidato de Lula. Porém não existe como se dizer hoje como vão acontecer as alianças no segundo turno. Eu acredito que o Geraldo chega em condições de chegar e ganhar as eleições. Mas não descarto nem comento nenhuma possibilidade de aliança num segundo turno.

BE- O Candidato do seu partido Geraldo Alckmin fez aliança com o grupo de partidos chamado Centrão, que tem uma grande quantidade de parlamentares envolvidos e investigados em esquema de corrupção. Essa aliança pode prejudicar o seu candidato a presidência?

JM- A aliança com o centrão se deu por uma coisa que eu chama de “ética da responsabilidade”. Geraldo escolheu nesse grupo de partido a melhor vice de todas que é a Ana Mélia. Uma mulher, integra e que representa a renovação na política. Outra questão é que o Geraldo se aliou com centrão para poder criar as condições de governar da melhor maneira possível. Era preciso ter tempo de campanha, ter apoio no congresso para se fazer as mudanças necessárias que o país precisa para crescer.

 

LIDICE BERMAN – PRODUTORA DO FESTIVAL HYPE
LIDICE BERMAN - PRODUTORA DO FESTIVAL HYPE

BE – Quais os principais desafios de sustentar uma loja colaborativa no Brasil?

LB- Os desafios sempre irão existir, em todos os tipos de lojas, o grande lance é saber vencer e superar os desafios através de soluções CRIATIVAS e que demandem de pouco investimento financeiro, pouca grana empregada naquilo. Mas, falando sobre a realidade das lojas colaborativas, os desafios estão muito ligadas ao tipo de parceria que você estabelece com a rede de empreendedores criativos. Eles são parte fundamental nesse processo.

BE- Existe algum incentivo fiscal do governo para quem tem esse projeto desenvolvido ou em desenvolvimento?

LB- Desconheço qualquer tipo de ação, seria ótimo se tivéssemos algo em desenvolvimento mesmo.

BE- A economia sustentável também é pauta no cenário politico atual. Existem alguns programas de governo que buscam incentivos para indústrias, que hoje são os maiores poluentes do mundo, investirem numa produção menos agressiva ao meio ambiente. O que a senhora poderia comentar a respeito?

LB- A nossa economia, a colaborativa e criativa, é feita por pessoas, para pessoas, feita através de histórias de vida, de amor pelo que se faz. A forma de produção é afetiva, muito mais consciente, a rede de negócios é voltada para trocas saudáveis e sustentáveis, se existisse qualquer tipo de ação ou programa de Governo, que fomentasse esse tipo de economia, certamente teríamos grandes números percentuais de sustentabilidade dos negócios. Dentro da programação das nossas feiras, procuramos sempre incentivar o que é produzido artesanalmente, o que utiliza soluções sustentáveis, os que realmente pensam em como contribuir para fazer a diferença no mundo e com isso o meio ambiente agradece!!!

BE – Me fala sobre o festival Hype que está sendo organizado por você. Qual a importância e expectativa do evento? 

LB – O Festival Hype é um projeto que nasceu do crescimento da feira coreto Hype. Foi pensado, foi gestado e está circulando pelas praças da nossa cidade com uma proposta leve, positiva e cheia de talentos, seja na área de música, na economia criativa e nas artes de uma forma geral. Onde passamos levamos o que amamos, o que acreditamos e o que faz o nosso coração palpitar de orgulho por esse projeto. Cada bairro é uma experiência nova, cada bairro com suas especificidades, com pessoas e culturas e desejos diferentes. O nosso Hype segue agora para São Tomé de Paripe, aquele lugar fenomenal, aquela atmosfera de casa na ilha, tudo ali bem pertinho de nois e poucas vezes prestigiado! Estamos felizes e prometemos uma ocupação cheia de inovação e positividade!

ENTREVISTA COM JOÃO HENRIQUE CARNEIRO – CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO
ENTREVISTA COM JOÃO HENRIQUE CARNEIRO - CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO

BE – Candidato um dos maiores problemas que a Bahia tem hoje é a questão da saúde. O sistema de regulação imposta pelo governo do estado não tem sido eficiente e as pessoas estão sofrendo muito nas filas. Qual a sua proposta para melhorar a saúde do estado?

JH- A saúde na Bahia precisa pensar de uma maneira diferente do que está acontecendo hoje. Nós vamos incentivar o investimento nos municípios em Programas Saúde da Família. Veja bem hoje em dias os hospitais e as Upas estão sobre lotadas de casos que poderiam ser evitados se as pessoas tivessem uma atenção básica através de programas de saúde preventivos. Através do governo federal, nós pretendemos criar programas para trazer a saúde básica direto para os municípios. Assim os hospitais públicos ficariam responsáveis apenas pelo atendimento de casos doenças mais graves de médio e grande porte. Hoje o estado tem um valor mínimo que deve ser investido em saúde que é 22%. Nós entendemos que esse valor, caso haja folga no orçamento deve ser ampliado. Mas se você observar, os estados estão tendo dificuldade até de aplicar esses 22%. A crise atingiu forte a arrecadação municipal e estadual. Então é preciso contar com o governo federal e ao lado do nosso candidato Jair Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas nós vamos conseguir trazer todos os recursos necessários para a saúde da Bahia ter excelência.

BE- Candidato a oposição ao governador Rui Costa alega que nos quatro anos de governo Rui não inaugurou nenhuma escola nova. Além disso, existem equipamentos escolares que necessitam de reformas. Qual a sua proposta para melhorar a educação do estado?

JH- Esse tema educação é muito importante para a Bahia. Nós entendemos que a integração entre a gestão do governo na educação e a gestão militar deve acontecer. Nós valos militarizar a excelência do ensino militar na educação pública da Bahia. Esse termo militarização ele é muito complicado de ser dito. Nós não vamos transformar a escola num quartel. Queremos é trazer a excelência do ensino militar para o ensino público da Bahia. Um exemplo claro disso é que hoje não se ensina mais os princípios éticos e morais nas escolas publicas. Na minha época na década de 70 eu tinha disciplina de ética e moralidade na escola. Então esses conceitos do militarismo nós vamos trazer para educação. Precisamos formar mais pessoas de bens na escola. Valorizando o homem de bem. Outra questão é a valorização do professor. Na minha gestão como prefeito o professor municipal recebeu 150% de aumento em oito anos de governo. Eu entendo que a profissão de professor é uma das mais importantes do mundo. Eu não seria economista se não fosse meus professores. Na Irlanda, no Japão e muitos país os professores tem lugar de destaque na sociedade. Eu quero trazer isso para o Brasil. O professor tem que ter entusiasmo na hora de ir para sala de aula. Ele tem que se sentir valorizado. Essa é a questão da educação no estado e no país

BE- Candidato a segurança pública na Bahia é um dos assuntos mais questionados. O psol acredita que a desmilitarização da policia é a melhor solução para o combate a violência. Qual a sua proposta para segurança pública?

JH- A segurança pública no estado é um dos fatores mais preocupantes para os baianos. Pesquisa recente aponta que 45% dos baianos querem que a próxima gestão tenham como prioridade a segurança pública. Mais até que a questão do desemprego que tem aproximadamente 15%. A segurança pública tem causas e tem conseqüências e é preciso se entender esses processos de maneira clara. Nosso candidato a presidência Jair Bolsonaro tem esse entendimento. É preciso se investir na Inteligência da Policia. É preciso se ter ação de curto prazo, como instalação de câmaras de segurança para inibir cada vez mais os bandidos de abordarem a população. Transformar a cidade e os municípios num verdadeiro big brother de segurança. Utilizar mais o centro de inteligência do exercito brasileiro. Não estou falando para colocar o exercito para combater o crime. Eu quero é utilizar a inteligência do exercito que é muito boa, para ajudar a população a se sentir mais segura.

BE- Candidato o governo do estado anunciou um grande investimento na área de mobilidade Urbana. O metrô de Salvador é um deles. Porém, a integração proposta pelo governo do estado segundo as concessionárias está dando prejuízo ao sistema. Como o senhor pretende lidar com essa questão?

JH- Essa questão de valores de integração entre metrô e ônibus eu não sei dizer direito como está pois estava trabalhando no setor privado e agora voltando para a vida pública. Mas o que eu posso garantir em termos de mobilidade urbana é que a integração tem que acontecer. Nós não temos mais como garantir um fluxo de pessoas como Salvador se locomovendo sem a integração, Ônibus e metrô. Eu estudei economia no Canadá e no tempo eu pegava quatro conduções todos os dias e pagava uma passagem. Esse é o correto nos grandes países e vai continuar em Salvador quando eu for governador. Em relação ao valor da tarifa o que eu posso falar é que Salvador não pode ter como base as tarifas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro. Nordeste é uma coisa e Centro Sul é outra. Nós vivemos num estado pobre. Essa é a questão. Então o valor da tarifa tem que ser acessível a população. Nós não vamos tolerar que essa tarifa seja acima da capacidade de compra da população. Vamos sentar com as concessionárias e achar um termo para que as empresas possam recuperar os investimentos feitos. Vamos achar uma solução, que pode ser um ajuste no tempo de concessão, dentre outras alternativas. Mas a tarifa tem que ser acessível para população.

BE- A falta do centro de convenções é um problema gravíssimo para o turismo do estado. A prefeitura anunciou um equipamento e o governo tem um projeto de outro no parque de exposições. Na sua gestão o governo do estado vai construir um equipamento?  

JH- Nós vamos procurar a via que seja mais rápida. Veja bem. O importante é Salvador não ficar mais um Centro de Convenções. Esse é um absurdo dos absurdos. Estamos perdendo congressos e eventos para outras capitais do Nordeste. Não podemos continuar assim. O turismo chamado turismo de negócios na Bahia está sofrendo. A falta desses eventos faz a economia sofrer. O turista vem para o congresso de uma semana. Gera emprego, o taxista fica feliz por que ele anda de táxi e de Uber. O dono do restaurante fica Feliz por que ele lota seu estabelecimento. Sem falar na publicidade da cidade. O turista de negócio fala bem de Salvador os congressos voltam no ano seguinte e no seguinte e a capital acaba ficando na rota desses eventos o que é muito bom para economia e para o turismo. Vários outros setores da economia são beneficiados com esses congressos. A prefeitura anunciou um Centro de Convenções também. Mas será que eles vão fazer mesmo ou é só questão política envolvida? Vamos resolver a questão da maneira mais rápida possível. Isso quando eu for governador também será prioridade.

 

CANDIDATO AO SENADO PELO PSC IRMÃO LÁZARO (PSC)
CANDIDATO AO SENADO PELO PSC IRMÃO LÁZARO (PSC)

O episódio com o deputado e candidato ao senado Jutahy, que se arrastou por meses, foi superado?

Eu acredito que o episódio esteja superado. Eu acredito que esse seja o momento de se tentar conseguir votos para que tenhamos êxito no pleito. Eu posso ajudar muito, posso somar muito na chapa do nosso futuro governador, José Ronaldo e espero a mesma postura do meu colega de chapa Jutahy. Eu acredito que as coisas estejam resolvidas e isso vai ficar muito claro nos programas de televisão. Acredito que teremos as mesmas oportunidades e isso vai ficar muito claro em relação ao apoio dado pelo prefeito ACM Neto. O mesmo empenho com o qual ACM Neto vai pedir votos para Jutahy ele vai pedir votos para mim também.

Nem se havia superado esse desgaste, surgiu outro, a crise da formação das chapinhas. Isso poderá afetar a sua campanha? [PTB, PSC, SD e PPL saíram do grupo com o DEM, PSDB e PRB]

Em relação a influenciar a minha campanha, num primeiro momento, o que eu percebi é que o Heber Santana foi alvo de algumas críticas de alguns parlamentares, críticas que eu não entendi muito bem, por que nós tivemos a convenção na sexta-feira pela manhã, num momento muito bom, um momento ímpar na minha vida e à noite do mesmo dia o PHS, o PPS e o PSL anunciaram que estavam indo para a chapa do candidato João Henrique [PRTB]. Esse foi um primeiro movimento que desconstruiu o ‘chapaõ’ da nossa base. Logo em seguida, houve um movimento do PSC, junto com Benito Gama e Luciano Araújo e resolveram formar um novo grupo dentre da chapa de José Ronaldo. Para mim, a atitude dos primeiros partidos que romperam foi muito mais grave pois eles saíram do grupo. A formação da chapinha do segundo grupo não significou um rompimento com o governador José Ronaldo, algo que eu, particularmente, jamais faria. Aliás, a única coisa que poderia impedir que eu fosse candidato nessa eleição seria se o então candidato a governador José Ronaldo fosse candidato ao senado. Nós moramos na mesma cidade e eu não teria nenhuma disposição de estar competindo com ele pela nossa amizade, pelo carinho que eu tenho com ele, pela consideração e pela capacidade que ele tem, claro. Num primeiro momento houve esse ‘chateamento’ de alguns parceiros da chapa, mas tudo isso já foi resolvido, os apoios mais importantes já foram restaurados, já conversei com os deputados estaduais e alguns federias e acredito que eles manterão o apoio. Eu tenho chances de vencer essa eleição, com a ajuda de Deus e dos amigos.

Outro desafio para a oposição é o fato de que o candidato José Ronaldo é pouco conhecido em Salvador, o maior colégio eleitoral do estado. Como lidar com essa questão?

Em relação a José Ronaldo, ele já viajou quase duas centenas de cidades e em Salvador já existe um trabalho muito bom sendo feito com o nome dele e, com certeza, até o dia 7 de outubro, a Bahia vai saber que é José Ronaldo, Salvador vai saber quem é José Ronaldo. Em relação ao nome ser conhecido, este não é necessariamente um diferencial. Eu nunca ouvi falar em Rui Costa. Eu apenas ouvi falar nele na época da eleição e ele acabou sendo eleito. Eu acredito que a mesma coisa vá acontecer com José Ronaldo. Quando o povo souber quem é José Ronaldo, com certeza, vai votar nele.

Como o senhor tem recebido as pesquisas de intenção de voto ao senado?

Em relação às intenções de votos para Wagner, ou para Jutahy, ou para Ângelo Coronel, eu não tenho acesso a nenhuma pesquisa. Mas uma coisa eu sei: eu estou trabalhando com a expectativa de nós conseguirmos as duas vagas ao senado e com a expectativa de José Ronaldo vencer a eleição para governador.

Essa semana, o senhor se manifestou contra o aborto [no contexto das audiências públicas promovidas pelo Superior Tribunal Federal (STF) para discutir a questão].

Eu sou contra o aborto. Sou a favor da vida. Eu acho que, como nós nascemos, nós temos que permitir também que as pessoas nasçam. A pobreza não é desculpa, por que venho de uma família muito pobre, venho de uma família que cozinhava o mamão verde no lugar do chuchu. Às vezes a gente comia a farofa de água e hoje nós crescemos, somos homens de bem e mulheres de bem. Deve ser dada à pessoa a chance de nascer. A gente não deve criar previsões sobre a vida de um bebê que está no ventre. Agora, se a pessoa está numa fase da vida em que não quer ter filhos, que a pessoa pratique o sexo com responsabilidade.

ENTREVISTA MARCOS MENDES CANDIDATO DO PSOL NAS ELEIÇÕES
ENTREVISTA MARCOS MENDES CANDIDATO DO PSOL NAS ELEIÇÕES

BE – Candidato um dos maiores problemas que a Bahia tem hoje é a questão da saúde. O sistema de regulação imposta pelo governo do estado não tem sido eficiente e as pessoas estão sofrendo muito nas filas. Qual a sua proposta para melhorar a saúde do estado?

MM- Essa regulação que o governo Rui Costa propõe é chamada da regulação da morte. As pessoas estão morrendo nas filas dos hospitais. Essa política que o governo do estado adota de inauguração de policlínicas de saúde é basicamente eleitoreira. Se você parar para pensar as policlínicas são equipamentos muito específicos e acabam não atendendo a saúde básica da população. Essa é a nossa proposta. Trabalhar com a saúde preventiva. Cerca de 80% da população baiana não tem saúde preventiva e acaba só procurando médico quando o problema acontece. Nós pretendemos acabar com isso. Nós também pretendemos trabalhar com os Diretórios Regionais de Saúde. Esses diretórios vão trabalhar com os municípios no sentido de ter um atendimento eficiente e mais próximo da população pelo interior do estado. Vamos atender a questão das endemias com a valorização dos agentes e e fiscalizar a atuação dos centros de saúde como hospitais e policlínicas para evitar que eles sejam atingidos pela corrupção.

BE- Candidato a oposição ao governador Rui Costa alega que nos quatro anos de governo Rui não inaugurou nenhuma escola nova. Além disso, existem equipamentos escolares que necessitam de reformas. Qual a sua proposta para melhorar a educação do estado?

MM- O governador passou quatro anos no poder e não construiu nenhuma escola. A educação superior nos pais está sofrendo com um arrocho jamais visto. Foram cortados mais de R$ 200 milhões da educação e o governo do estado investe R$ 209 milhões e propaganda. Então esse é um ponto que nós precisamos debater. O professor universitário precisa ser valorizado. O que nós propomos é que 7% do orçamento de impostos seja colocado na educação. Além disso, 1% seja investido na manutenção do aluno na universidade. Esses pontos hoje são muito pouco trabalhados pelo governo do estado. Nós também pretendemos ampliar o número de campos da UNEB, UESB e da UEFS. Vamos criar mais vagas e vamos criar melhores condições de trabalho.

BE- Candidato a segurança pública na Bahia é um dos assuntos mais questionados. O psol acredita que a desmilitarização da policia é a melhor solução para o combate a violência. Qual a sua proposta para segurança pública?

MM- Nos propomos uma mudança completa no campo da segurança pública. Vamos trabalhar para acabar com a questão do excesso da militarização da policia. Esse modelo não funciona mais. Segurança pública se faz investindo em educação, saúde, cultura, esporte lazer. Não podemos aceitar mais um sistema onde o número de pessoas que morrem vítima dele só cresce. Hoje na Bahia se mata muito e se morre muito. Tem um dado que diz que apenas 6% dos crimes são investigados e apenas 2% deles tem solução. Então vamos trabalhar com a questão do investimento na policia preventiva, qualificando o profissional que investiga os crimes e criando mecanismos para combater o crime preventivamente.

BE- A falta do centro de convenções é um problema gravíssimo para o turismo do estado. A prefeitura anunciou um equipamento e o governo tem um projeto de outro no parque de exposições. Na sua gestão o governo do estado vai construir um equipamento?

MM- A primeira coisa a se fazer é chamar o trade turístico e perguntar. Existe mesmo a necessidade se construir dois centro de convenções tão grandes como esses ai? Se a resposta for sim vamos sentar para resolver a questão. O diálogo é a arma mais correta nesse momento. Vamos observar os projetos e viabilizar aquele que for bom para o setor e for bom para salvador

BE- Candidato o governo do estado anunciou um grande investimento na área de mobilidade Urbana. O metrô de Salvador é um deles. Porém, a integração proposta pelo governo do estado segundo as concessionárias está dando prejuízo ao sistema. Como o senhor pretende lidar com essa questão?

MM- Hoje eu acredito que o sistema de transporte de Salvador como um todo precisa melhorar. Precisamos sentar para discutir essa questão da integração em termos de valores e como a questão é feita. Investir em qualidade. O metrô tinha um projeto inicial e na hora da execução ele foi alterado. Só quem se beneficia dessa mudança são as grandes empreiteiras. Essa questão da tarifa nada mais é do que uma briga entre o poder municipal e o poder estadual. A tarifa foi imposta com uma supervalorização de utilização. Precisamos sentar para debater essas questões. Nosso partido foi o único que falou em tarifa zero no sistema de transporte da capital. Nós queremos incluir esse valor no IPTU para a tarifa do transporte ficar gratuita para população. Mas esse é um assunto que precisa ser debatido para se chegar a um denominador comum.

ENTREVISTA COM CÉLIA SACRAMENTO DA REDE DE SUSTENTABILIDADE
ENTREVISTA COM CÉLIA SACRAMENTO DA REDE DE SUSTENTABILIDADE

BE – Candidato um dos maiores problemas que a Bahia tem hoje é a questão da saúde. O sistema de regulação imposta pelo governo do estado não tem sido eficiente e as pessoas estão sofrendo muito nas filas. Qual a sua proposta para melhorar a saúde do estado?

CS- A saúde na Bahia está um caus. O sistema único de saúde (SUS) não funciona. As Upa´s estão tendo que atender a demandas muito seria, pois os hospitais não têm vagas e não tem estrutura. Nossa proposta é de valorizar os profissionais da saúde. Valorizar as pessoas que trabalham com a saúde preventiva, como os agendes de endemias. O principal ponto que nós estamos propondo para saúde no estado é trabalhar com a questão da saúde preventiva. Existe uma pesquisa que mostra que dois terços da população sofrem com doenças por causa de falta de higiene. Isso é falta de gestão do governo. Precisamos trabalhar com a saúde preventiva. A população comendo mais e melhor, a população tendo mais cultura e lazer.

BE- Candidato a oposição ao governador Rui Costa alega que nos quatro anos de governo Rui não inaugurou nenhuma escola nova. Além disso, existem equipamentos escolares que necessitam de reformas. Qual a sua proposta para melhorar a educação do estado?

CS- A educação da Bahia ainda é um problema serio que o governo do estado simplesmente não conseguiu resolver. Nenhuma nova escola em quatro anos de governo. Esse é o legado de Rui Costa na educação. Nós vamos valorizar o professor dando estrutura e melhores condições de trabalho para ele. Vamos implantar um assistente social dentro de escolas para que eles possam cuidar das nossas crianças dando a eles o caminho correto na vida. Vamos também criar mais vagas nas universidades estaduais, com uma valorização do professor e uma valorização dos profissionais de educação. Além de melhorar a estrutura. Vamos adotar a educação em tempo integral e além disse vamos trabalhar para que a criança saia da escola com um direcionamento na vida.

BE- Candidato a segurança pública na Bahia é um dos assuntos mais questionados. Qual a sua proposta para segurança pública?

CS- A segurança pública na Bahia não pode continuar como está. Nós sabemos que o sistema aplicado hoje é ineficiente nesse sentido. Vamos valorizar o profissional da segurança pública. Investir em inteligência na polícia. Evitar que muitos crimes fiquem sem solução. Vamos trabalhar ao lado de associações culturais para evitar que o jovem entre para o mundo do crime. Vamos trabalhar dentro das escolas para evitar que o jovem sofre influencia e mude para o crime. Vamos qualificar os profissionais que trabalham na saúde. Equipar melhor os policiais militares. A nossa proposta está voltada para a preparação de policias mais especializadas. Qualificação profissional e combate preventivo.

BE- Candidato o governo do estado anunciou um grande investimento na área de mobilidade Urbana. O metrô de Salvador é um deles. Porém, a integração proposta pelo governo do estado segundo as concessionárias está dando prejuízo ao sistema. Como o senhor pretende lidar com essa questão?

CS- A melhor forma de lidar com essa questão é através do diálogo. Nós vamos chamar o setor de transporte e achar um termo mais acessível entre a questão da tarifa para o empresário e para a população. Não vamos admitir em nenhuma hipótese que a tarifa sofra um reajuste. Vamos fazer com que o sistema funcione ampliando a integração. Hoje eu digo que o metrô é muito importante para a capital e o sistema de mobilidade deve ser ampliado.

BE- A falta do centro de convenções é um problema gravíssimo para o turismo do estado. A prefeitura anunciou um equipamento e o governo tem um projeto de outro no parque de exposições. Na sua gestão o governo do estado vai construir um equipamento?

CS- O melhor lugar para se ter um bom centro de convenções é no Parque de Exposições. Vamos analisar o projeto e posso garantir que Salvador terá um Centro de Convenções. Vou acabar co a questão política envolvida e tirar esse projeto do papel. Esse projeto tem que ser viável. Não quero que fique anos ai e não saia do papel. Vamos construir um centro posso garantir. Em relação ao Centro da Prefeitura já estive presente na assinatura de um projeto que construiria um shopping naquela região do aeroclube. Não saiu do papel. Vamos ver o que vai acontecer agora.

PAULO REBELO (PSC) – PRÉ CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PAULO REBELO (PSC) - PRÉ CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

BE- A sua candidatura atende aos pressupostos de uma candidatura de centro no congresso, e seu nome agrada os analistas de mercado que são as principais fontes consultadas pelo investidor estrangeiro. Nos anos de 2015 e 2016 o Brasil perdeu muito investimento com a crise política econômica. Qual a sua principal proposta para retomar os investimentos que o Brasil perdeu?

PR- Pelos dados que tenho, o investimento estrangeiro no país não recuou durante a crise. Ele parou de crescer, é diferente. E para retomar esse crescimento nós temos um projeto com 20 Metas que dará um norte para o Brasil. Com uma política voltada para transparência, com risco zero de corrupção, investimento principalmente em infraestrutura, corte de gastos e uma nova política de gestão para o país. Vale também ressaltar que eu não me considero um candidato de centro. Nunca me reuni com ninguém do Centrão. Temos uma candidatura diferente de toda a política proposta no país hoje.

BE- Nas pesquisas divulgadas referentes à disputa a presidente da república seu nome aprece com uma pontuação muito baixa. Qual a sua expectativa para esse momento que antecede a disputa eleitoral no radio e televisão?

PR- Nós temos três armas para conquistar os corações do povo brasileiro nas próximas eleições. A primeira de todas é o meu passado absolutamente limpo. A população vai procurar nessas urnas alguém que não tenha envolvimento com corrupção. A segunda coisa é o meu passado. Eu sou uma pessoa com passagem pelo IBGE, pela FGV e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), então eu me considero um perfil técnico de alguém que sabe fazer a economia andar. Os especialistas do mercado sabem do meu trabalho, conhecem minha história e hoje eu me sinto capaz de propor algo novo para o país. E o terceiro ponto é uma equipe de 40 especialistas, que estão comigo, que são pessoas com perfil técnico que me ajudaram a criar nosso plano de 20 Metas, para governar e fazer uma revolução no cenário político/econômico desse país.

BE- Na Bahia seu partido estaria negociando a presença na chapa de Zé Ronaldo com o democratas, mas existe dificuldade, pois o PSDB veta o nome do deputado Irmão Lazaro. Como o senhor analisa essa situação?

PR- O novo presidente da legenda, Heber Santana é uma pessoa com um poder de articulação grande e ele vai saber gerir muito bem essa questão. Eu acho que o Irmão Lázaro deve ser colocado no lugar em que ele venha a colaborar mais, tanto para campanha quanto para o país. E eu penso que nesse momento, ele vai acrescentar mais na posição de candidato ao senado federal. Mas esse tema será, com certeza, resolvido pelo nosso presidente na Bahia, Heber Santana.

BE- O senhor é a favor ou contra a privatização de estatais como Petrobrás, Correio, BB e Eletrobrás

PR- Privatizar é preciso mas primeiro temos que valorizar o capital das estatais com um choque de gestão. Em seguida as ações vão para o Fundão da Previdência que dará acesso a todos os brasileiros como donos desse capital. Nesse momento as ações poderão ser vendidas conforme os critérios de gestão do Fundão. Essas empresas brasileiras precisam ser capitalizadas para gerar capital para o povo brasileiro. Elas precisam voltar a trabalhar para o povo brasileiro. Nós temos um projeto de investimento nessas empresas. Elas seriam controladas pelo governo, porém com uma gestão moderna de capitalização que faria com que elas gerassem capital para o Brasil. Esse projeto também pode ser aplicado à previdência e vários outros setores da economia. Ele também faz parte do nosso plano de 20 Metas.

BE- Qual a sua posição sobre a necessidade do ajuste fiscal e da reforma da previdência?

PR- O Brasil precisa de uma nova política fiscal. Por isso eu não chamaria o que nós vamos fazer de ajuste. Ajuste é mexer um pouco, cortar daqui, aumentar dali. Nós vamos fazer uma verdadeira transformação e capitalização. Vamos, também, transformar e capitalizar a previdência nacional, gerando mais empregos, renda e capital para a população brasileira. Esses dois temas fazem parte do plano de 20 Metas que nós estamos propondo nessa pré-campanha. Planejamento, objetivo, e condição para trabalhar. Nosso projeto é um projeto para os próximos 20 anos no país. O nosso primeiro ano de governo será o mais complicado, pois nós vamos ajustar os gastos. O governo não pode gastar tanto e reduzir as receitas. Minha proposta é déficit zero nas contas públicas. Vamos desagradar muita gente, mas vamos fazer com que as coisas funcionem bem no país.