ENTREVISTAS

JULIO RIBAS É DIRETOR-PRESIDENTE DO AEROPORTO DE SALVADOR
JULIO RIBAS É DIRETOR-PRESIDENTE DO AEROPORTO DE SALVADOR

BE- A Fonte Nova Negócios e Participações e a Concessionária do Aeroporto de Salvador assinaram um termo de parceria e cooperação. Como vai funcionar essa parceria e qual o objetivo dela?

JR- O objetivo é promover ações conjuntas com foco no turismo, cultura, entretenimento e negócios em Salvador. Através dessa parceria, inédita no Brasil entre uma arena multiuso e um terminal aeroportuário, pretende-se ativar e integrar a cadeia produtiva desses setores com a finalidade de incrementar a economia na cidade e no estado.

BE- A concessionária negou na semana retrasada que tenha interesse em construir uma terceira pista no aeroporto de Salvador. A medida foi anunciada após o Inema acatar a recomendação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), que alega danos ambientais numa possível obra. Como a concessionária analisa essa questão?

JR- A recomendação do Ministério Público Federal foi apenas preventiva, já que nenhum projeto de construção de uma terceira pista foi apresentado pela Concessionária do Aeroporto de Salvador. Não há intenção ou necessidade de construir uma terceira pista no Aeroporto de Salvador no curto e médio prazo. Nós temos duas pistas – uma auxiliar que acabou de ser reformada e a principal – que atendem bem à demanda atual do Aeroporto de Salvador. Além disso, outras soluções podem ser usadas para aumentar a capacidade de pousos e decolagens sem a necessidade de construção de outra pista. Destaco que a A VINCI Airports tem uma política ambiental bastante rigorosa e todos os aeroportos que integram a sua rede atuam em conformidade com as legislações e regulamentações aplicáveis.

BE- Quais ações devem ser tomadas pelo governo do estado para que o aeroporto tenha uma movimentação de passageiros que justifique a construção de uma segunda pista?

JR- Já existe uma segunda pista no Aeroporto de Salvador, a pista 17/35, também chamada de pista auxiliar. Com comprimento superior a 1.500m ela está em operação e com condições de receber voos comerciais. A construção de uma terceira pista está condicionada a um aumento significativo no tráfego de passageiros. O aumento de tráfego aéreo é uma equação complexa, que depende de múltiplos fatores e atores. É preciso ter desde uma situação econômica favorável no País e no mundo, como atratividade do destino, share of mind, a disponibilidade de voos, entre tantos outros.

Uma das expertises da VINCI Airports é justamente a de aumento de tráfego aéreo nos aeroportos que administra. Através de pacotes de incentivos e do relacionamento com mais de 250 companhias aéreas através da sua rede de aeroportos, nosso time comercial está trabalhando intensamente para atrair novos voos. Somente este ano, inauguramos sete novas rotas, sendo cinco delas internacionais. Agora, Salvador tem voo direto para Miami, mais uma opção para Buenos Aires, para Ilha do Sal, Cidade do Panamá e para Santiago. A conexão dentro do Brasil foi ampliada através de novos voos para Goiânia e João Pessoa.

Também vemos com bons olhos os esforços por parte tanto do Governo do Estado quanto por parte da Prefeitura de Salvador para promover o destino Salvador. A exposição do destino em eventos nacionais e internacionais de turismo, a construção de dois novos centros de convenções e construção de uma intensa agenda de eventos, entre tantas outras ações, nos deixa bastante otimistas em relação ao futuro.

BE- Qual a expectativa de movimentação de passageiros nesse final de ano no aeroporto da capital? 

JR- Acreditamos que haverá um aumento de fluxo de passageiros no Aeroporto de Salvador durante a alta temporada como um todo. A partir de dezembro, contaremos com três novos destinos de temporada – Teixeira de Freitas (Bahia), Cuiabá (Mato Grosso) e Rosário (Argentina), aumento de frequência de voos regulares e rotas sazonais, como voos diretos para Porto Alegre, Curitiba, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro (Santos Dumont). No total, 1.626 voos extras irão operar no Aeroporto de Salvador entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, o que representa um incremento de 3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

BE- Como estão as obras de melhoria anunciadas no primeiro semestre? Qual a previsão de entrega?

JR- As obras para modernização e ampliação do Aeroporto de Salvador estão dentro do prazo estabelecido. A primeira etapa começou em abril de 2018 e estará concluída até 31 de outubro de 2019. Ela contempla 90% das intervenções que serão feitas no Aeroporto, como ampliação do Terminal de Passageiros em 20.000 m², construção de 6 novas pontes de embarque, ampliação do pátio de embarque e desembarque das aeronaves, intervenções nas duas pistas, entre outros.

Algumas das obras entregues são a reforma na pista auxiliar, construção de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes e alteração de layout de parte dos check-ins. Atualmente, há 25 frentes de obra em atividade. Estão em curso a reforma da pista principal, a construção de um segundo píer de embarque e desembarque e a implantação de novos elevadores, por exemplo.

Já a segunda etapa será iniciada em novembro de 2019 e será concluída em outubro de 2021.

BE- Salvador tem perdido espaço no nordeste para outros aeroportos que conseguiram alguns Hubs importantes, como o da Azul. O aeroporto e o governo do estado estão trabalhando juntos para conseguir esses Hubs novamente? Como o senhor analisa esse processo?

JR- A promoção do destino é uma equação complexa, que envolve os poderes municipal e estadual, além dos operadores do trade turístico. Entendemos que somos parte desse processo e nossa diretoria comercial já desenvolveu um plano de incentivos para a taxação das operações. Além disso, o setor está trabalhando em parceria com entidades governamentais para estimular as companhias aéreas a trazer novas rotas para Salvador. O desenvolvimento do tráfego aéreo em parceria com as linhas aéreas são uma das nossas principais forças em muitos dos aeroportos que operamos mundo afora.

CLAUDIO CUNHA – PRESIDENTE DA ADEMI/BA
CLAUDIO CUNHA - PRESIDENTE DA ADEMI/BA

BE- Qual a expectativa de movimentação financeira do salão imobiliário esse ano?

CC- Estamos otimistas e felizes com a realização da 11ª edição do Salão Imobiliário, que em  2018 tem como tema ‘Casa Ademi’. Com três mil unidades disponíveis para venda, o objetivo da Ademi-BA é alcançar a meta de crescimento de 7% até o final do ano e contribuir para fecharmos 2018 com um balanço positivo.

BE-  Quais os principais atrativos que o salão está oferecendo esse ano para os consumidores?

CC- Neste ano, trouxemos o conceito da Casa Ademi. Um espaço mais aconchegante , compacto e prático para os visitantes, que podem ter acesso a todas as oportunidades em um mesmo lugar. As 11 incorporadoras participantes trouxeram oportunidades exclusivas para o consumidor. Além disso, tivemos a recente decisão do governo de antecipar o aumento do teto de R$800 mil para R$ 1,5 milhão de financiamento dos imóveis com recursos do FGTS, por meio do sistema financeiro de habitação. Estamos vivendo um momento propício, em que encontramos os juros mais baixos, a inflação está sob controle, além da redução da taxa Selic.

BE- Qual o segmento de imóveis que mais atraem os consumidores na Bahia?

CC- De acordo com a Pesquisa Imobiliária ADEMI-BA divulgada em outubro, imóveis de dois quartos lideram o índice de unidades vendidas como também de unidades lançadas e disponíveis no estado. O montante das vendas dos últimos dez anos representa 69%, seguido por três quartos: 20%. Em Salvador, os bairros Imbuí, Piatã, Patamares, Pituba, Jardim Armação e Caminho das Árvores são os que mais venderam imóveis residenciais.

BE- Qual a expectativa para o segmento da construção civil para o ano de 2019 com a gestão de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes como ministro da fazenda?

CC- O resultado das eleições e a possibilidade da estabilidade política com a legitimidade do processo eleitoral, são fatores que apontam para um cenário otimista. De perfil liberal e defensor da menor participação possível do Estado nas dinâmicas econômicas, o ministro anunciado pretende levantar pautas como reforma do modelo previdenciário, redução de impostos e simplificação da estrutura fiscal. Paralelamente, o novo governo terá o desafio de garantir a retomada da economia brasileira depois de quatro anos de recessão e de baixo crescimento no país.

 

RICARDO ALBAN – PRESIDENTE DA FIEB
RICARDO ALBAN - PRESIDENTE DA FIEB

BE- Alban, o novo presidente do Brasil Jair Bolsonaro anunciou que vai unir três ministérios da área econômica formando um superministério. Essa medida pode prejudicar a gestão industrial do Brasil, ou vai beneficiar? Qual a posição da FIEB em relação a essa fusão?

RA- A fusão, simplesmente como fusão,não atende às necessidades da indústria, que requer um tratamento à parte, à semelhança do que acontece com o setor do agronegócio. A indústria vem perdendo participação no PIB brasileiro, nas últimas décadas, um forte indicador de que é necessária a definição de uma política setorial, capaz de criar as condições para que o empresário volte a acreditar que é possível investir sem sobressaltos.

BE- A indústria em 2018 teve um ano de muitos altos e baixos. Qualo balanço que o senhor faz desse ano para o setor?

RA- De acordo com os últimos dados disponíveis, até outubro de 2018, a indústria de transformação brasileira apresenta crescimento de 2,9% no acumulado do ano e de 3,6% em 12 meses (taxa anualizada). Esses dados devem ser analisados com cuidado, pois, embora sejam positivos, se dão sobre uma base de comparação deprimida, tendo em vista que a indústria foi o segmento mais afetado pela crise econômica, com elevadas quedas nos anos de 2014,2015 e 2016, em que acumulou uma retração da ordem de 19%. A recuperação iniciada em 2017 e em curso ainda não retorna ao nível de produção anterior. Por outro lado, a sinalização de crescimento é positiva na medida em que acreditamos que o pior já passou e iniciamos um novo ciclo de crescimento.

BE- Qual a expectativa para 2019 com uma nova gestão no Brasil?

RA- O Brasil passa por um momento histórico difícil, no qual há grandes desafios a serem enfrentados, tanto em medidas urgentes, quanto em medidas que garantam um crescimento econômico sustentado. Em 2019, certamente a economia vai continuar a crescer, pois acreditamos que o ciclo de baixa já se encerrou, no entanto, a velocidade de crescimento dependerá das medidas a serem promovidas pelo novo governo. Esperamos que sejam direcionados àmelhoria do ambiente de negócios nacional, sinalizando a todos os brasileiros que a gestão é responsável e comprometida com o setor produtivo e a estabilidade da economia.

BE- Qual a importância da reforma da Previdência para o setorem 2019?

RA- É a reforma mais urgente, pois a previdência vem comprometendo, de forma crescente, um volume grande de recursos. De acordo com recente avaliação de economistas do IPEA (Valor Econômico, 31/10), o Ministério do Planejamento projeta odéficit do Regime Geral da Previdência para 2018 em R$ 202,4 bilhões,enquanto o déficit primário total para o Governo Central é menor, R$ 150,8bilhões. Assim, há uma inequívoca necessidade de ajuste nas contas da Previdência.Ademais, o próprio modelo de sustentabilidade da previdência está em xeque, considerando o rápido envelhecimento da população. Por conta disso, há consenso de que essa reforma deverá ter prioridade em 2019. Contudo, outras reformas são de grande importância, tais como a administrativa e a tributária.

BE- Como a FIEB avalia as medidas do governo Temer para indústria/economia?

RA- Temer tomou algumas medidas importantes para a economia, como a reforma trabalhista e a PEC dos gastos. No geral, o grande mérito desse governo foi não ter deixado a economia entrar em colapso, com o avanço da inflação e do desemprego. Certamente, as condições econômicas para o próximo governo estarão melhores do que as que ele pegou quando assumiu o governo.

DAYANE PIMENTEL – DEPUTADA FEDERAL ELEITA PELO PSL
DAYANE PIMENTEL - DEPUTADA FEDERAL ELEITA PELO PSL

BE- Segundo informações da Tribuna da Bahia Bolsonaro pode colocar um político de grande expressão na Bahia no comando do PSL. Existe a possibilidade do PSL trocar de presidente na Bahia e colocar uma figura conhecida?

DP – Bolsonaro conhece todos os políticos baianos, trabalhou com muitos em Brasília e sabe do perfil de cada um. Quando eu era apenas uma cidadã comum fui a escolhida por ele para lhe representar na Bahia, agora eleita a deputada federal mais votada dessas eleições, na Bahia, uma política formada pelo próprio Bolsonaro, essa troca só existe na cabeça dos especuladores.

BE- A sua eleição como a deputada federal mais votada da Bahia foi uma surpresa visto que o estado tem em sua grande maioria apoio ao governo do estado que tem o PT no comando. A que a senhoria atribui essa votação expressiva no estado?

DP – Atribuo a Bolsonaro, que me trouxe para a política, a todos os eleitores que anseiam a mudança e a mim também, pois realizei um trabalho com muita dedicação, consegui conscientizar e entusiasmar milhares de brasileiros nesse processo de mudança política.

BE- O candidato derrotado nas últimas eleições o Irmão Lazaro afirmou que pensa em ser candidato a prefeitura de feira nas próximas eleições. Ele foi um defensor da campanha de Bolsonaro na Bahia. A senhora vai apoiar o nome de Lazaro na prefeitura de Feira ?

DP – Estou totalmente voltada para minha função (legislar). Quero ajudar Bolsonaro a consertar muitas coisas em nosso país. Analisarei, com calma, as eleições de 2020 para ofertar a minha opinião de forma que venha contribuir com o povo feirense e não com político A ou B.

BE- A rejeição de Bolsonaro no Nordeste chega a 57% segundo pesquisa datafolha. Como trabalhar essa questão no segundo turno para que ele cresça na região? 

DP – A diferença entre Bolsonaro e Haddad na Bahia já é mínima e iremos passar os petistas. Entendemos que somos a primeira opção aqui no estado. Os baianos estão com vontade de mudança e sabem que Haddad não nos representa. O Nordeste segue esse mesmo ritmo.

BE- Qual será a principal bandeira da Bahia que a senhora vai defender em Brasília?

DP – Não podemos mais priorizar determinada área entre tantas que são  essenciais. Vou trabalhar para garantir melhor Educação, mais geração de empregos, Segurança efetiva, mais dignidade na Saúde e investimentos na infraestrutura. É o mínimo que um governo pode oferecer.

BE- Como a senhora analisa a composição da câmara federal formada nas últimas eleições?

DP – Entramos, o PSL, com uma bancada extensa, renovada e com vontade de mudar o Brasil para melhor. Minhas expectativas são boas, teremos muito trabalho, claro, mas temos também muita disposição!

BE- Como a senhora analisa o segundo turno das eleições com Bolsonaro vencendo em cinco estados e Haddad no Nordeste ?

DP – Mesmo o Nordeste, região onde nosso povo vivenciou o assistencialismo perversamente, trabalhado pelos discursos imorais da esquerda, vejo que o nordestino está cada dia mais apto a discutir e fazer política de forma inovadora e consciente. Tenho certeza que o nosso amado e rico Nordeste será um marco nessas eleições, ajudando a garantir a vitória de Bolsonaro.

HENRIQUE MEIRELLES – CANDIDATO A PRESIDÊNCIA E EX-MINISTRO DA FAZENDA
HENRIQUE MEIRELLES - CANDIDATO A PRESIDÊNCIA E EX-MINISTRO DA FAZENDA

Henrique Meirelles (MDB) disse que ficará “independente” no 2.º turno da campanha entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Candidato derrotado à Presidência, ele abriu um sorriso, no entanto, quando soube que seu slogan “Chama o Meirelles” já foi transformado em “Chama o Bolsonaro”. “Podem me imitar à vontade”, afirmou o ex-ministro da Fazenda. Apesar de ter obtido apenas 1,2% dos votos, Meirelles disse que não se arrepende de nada. Seu plano, agora, é montar um canal digital para divulgar propostas para o País. Ele será uma espécie de “youtuber”.

ESP- Quem o sr. vai apoiar no segundo turno da eleição presidencial?

HM- A minha posição é de independência e de avaliação sobre o que os candidatos, de fato, pretendem fazer.

ESP- Com qual programa econômico o sr. se identifica mais?

HM- Depende de saber qual é. O programa do Haddad é o que está no plano de governo do PT ou o que foi o Lula no primeiro mandato? Se for o Lula 1, foi um bom governo do ponto de vista econômico. Se for o que foi a Dilma, é péssimo, um desastre. Do lado do Bolsonaro, se for o que está dito pelos economistas liberais, é um bom plano. Agora, se for produto mais direto do que o candidato tem dito, algumas vezes com conteúdo estatizante, aí é mais questionável.

ESP- Isso quer dizer que, dependendo do programa, o sr. pode ir para um lado ou outro?

HM- Como estamos em pleno curso da campanha do segundo turno, considero mais provável que isso só fique claro depois das eleições.

ESP- O publicitário Elsinho Mouco, que colaborou com sua campanha, lançou o slogan “Chama o Bolsonaro”. Como o sr. viu isso?

HM- Ótimo. Podem me imitar à vontade. Fico honrado.

ESP- Seria ministro novamente?

HM- Decisão não é como peru que morre na véspera. Dependendo de quem for eleito, se esse alguém me convidar para alguma coisa, vou analisar qual é o programa e a proposta.

ESP- Haddad disse que, se eleito, não terá um banqueiro no governo.

HM- É o embate político dele com Bolsonaro, por causa do Paulo Guedes (guru econômico do candidato do PSL).

ESP- O sr. parece ter gostado da política. Disputaria outra eleição?

HM- No momento, não tenho esses planos. A minha primeira medida concreta será a criação de um canal digital no qual vamos veicular conteúdos, com uma série de especialistas de diversas áreas para falar com todo esse público. Nas pesquisas que fiz, saí com boa imagem da eleição. Isso, de fato, me dá uma possibilidade muito grande de influenciar o debate.

ESP- E o que faltou para o voto?

HM- Vivemos um momento muito peculiar em que houve uma polarização muito grande. Houve um movimento de grande preocupação com segurança e aumento do sentimento de indignação. Houve um tsunami em direção aos extremos. Na minha campanha, eu disse com clareza: “Posso perder o seu voto, mas espero ganhar o seu respeito”. Isso eu consegui. Agora, talvez a verdade não tenha ganho voto.

ESP- Foi a Operação Lava Jato que influenciou esse quadro?

HM- Várias coisas influenciaram. Em primeiro lugar, a renda per capita, durante essa crise, caiu 9%. É brutal isso. Ao mesmo tempo, tivemos inflação alta, o que gerou um sentimento de revolta. Depois, tivemos todos esses episódios de denúncias. A eleição foi muito impulsionada pela indignação. Eu fiz até uma peça de propaganda, mostrando um motorista de ônibus dirigindo com venda nos olhos. Dizia o seguinte: “Não vote cego pela indignação, use a indignação para votar certo”.

ESP- Mas por que o sr. foi abandonado pelo MDB na campanha?

HM- Não me senti abandonado. Tive apoio muito grande das principais lideranças regionais.

ESP- Os candidatos têm como cumprir o que estão prometendo, como a capitalização da Previdência e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda?

HM- Não há dúvida de que o regime de capitalização cria um problema. O maior problema de fazer isso é o grande déficit dos já aposentados. Se todos os que vão contribuir para o futuro deixam de pagar o custo dos aposentados que não têm a capitalização, esse recurso vai sair de onde? A Lei da Responsabilidade Fiscal obriga a definir fonte de recursos.

ESP- Qual a primeira medida que o futuro presidente deve tomar na área econômica?

HM- Promover o equilíbrio fiscal. É insustentável a presente situação. Precisamos ter um programa de eliminação do déficit primário num espaço de tempo realista, de três anos. E o equilíbrio fiscal passa pela reforma da Previdência. Não adianta tentar fazer mágica. São duas reformas fundamentais, a da Previdência e a tributária. Depois, há toda aquela série de medidas para aumentar a produtividade da economia. Segurança, educação e saúde vêm como consequência.

ESP- O sr. se arrepende de ter gasto tanto dinheiro (R$ 53,2 milhões) na campanha?

HM- Não me arrependo de nada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

GUILHERME AFIF DOMINGOS – PRESIDENTE DO SEBRAE
GUILHERME AFIF DOMINGOS - PRESIDENTE DO SEBRAE

ESP – Candidatos ao Palácio do Planalto têm falado em revisão do Sistema S (que inclui nove instituições, entre elas Sebrae, Senai, Sesi e Sesc).

GD – Não são os candidatos, são os economistas. Persio Arida, da candidatura Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Guedes, de Jair Bolsonaro (PSL), Marcos Lisboa (citado por ele como um possível colaborador de Fernando Haddad, do PT)… Eles são economistas com a visão financeira. Querem mexer na contribuição ao Sistema S e mexer no Simples. Falam, mentirosamente, que o Simples é uma renúncia tributária.

ESP- Mas está nos dados oficiais da Receita o valor da renúncia.

GD – É uma premissa falsa a de que o Simples tem o maior limite (de adesão) do mundo. Nos outros países, o ambiente de negócios não é hostil. Não é esse massacre que nós temos. A empresa fora do Simples não sobrevive ao manicômio tributário. O que se tem é uma pressão de voracidade fiscal total.

ESP- Há uma pressão para reduzir os repasses do Sistema e mudar o Simples.

GD – Diante dessa realidade, vai ter uma bruta mobilização nossa, porque temos uma rede no Brasil inteiro para defender o nosso objeto, que é o Simples. Vamos nos armar com unhas e dentes. Para nós, o Simples é nossa linha de defesa. Se eles apresentarem um sistema tributário fantástico vamos rever o Simples, criar condições para o crescimento dentro do regime único. Temos de sentar à mesa, não posso adiantar. Ainda depende de um debate grande.

ESP- O que o Sebrae propõe para o Simples?

GD – Conseguimos travar um limite de R$ 3,6 milhões de faturamento anual para o ICMS e de R$ 4,8 milhões para os tributos da Receita. A ideia é juntar tudo num limite de R$ 4,8 milhões.

ESP- O sr. quer subir mais? O Brasil vai virar um país de micro e pequenas empresas?

GD – Já é. Nós somos 98% dos empregos e das empresas.

ESP- Depois da MP que retirou recursos do Sebrae para os museus, o sr. tem dito que o Sebrae é diferente do Sistema S. Por quê?

GD – O Sebrae é genericamente colocado como sistema S. Mas o sistema S foi originado de federações sindicais. O Sebrae foi criado como serviço social autônomo à semelhança do sistema das entidades sindicais, mas ele é excêntrico. Os demais têm uma administração vertical, sindical. O Sebrae não é assim.

ESP- Onde o sr. quer chegar?

GD- Vou direto ao ponto. A caixa preta é a administração de recursos do imposto sindical, protegido pela Constituição.

ESP- O sr. está falando das demais entidades do Sistema S?

GD – Das demais. Às vezes, misturava a conta do Sistema S com sindicato. Por isso, os trabalhadores estão bravos, porque cortaram o imposto sindical. Os sindicatos dizem ‘vocês cortaram nossa contribuição sindical’, mas eles continuam tendo acesso e gestão no Sistema S porque eles têm taxa de administração de sistema. E esses recursos do sindicato não têm auditoria por proteção constitucional. O Sebrae é inteirinho auditado pelo Tribunal de Contas, a CGU (Controladoria-Geral da União).

ESP- As demais entidades argumentam que também são auditadas.

GD – O Sistema S. O sindicato (patronal) não. E na hora que passa uma taxa de administração para o sindicato ele não responde. Não tem auditoria de sindicato. O Sebrae tem todas as auditorias.

ESP – Ter auditoria não significa ser transparente…

GD – É transparente. Está tudo no portal. Temos, sim, recursos, mas fazemos provisão. Temos R$ 2,4 bilhões no mercado financeiro e R$ 850 milhões para o fundo de aval e que garante cerca de R$ 5 bilhões em operações. E tem R$ 600 milhões de compromisso orçamentário para atender o governo, porque, com o teto de gastos, a Receita Federal ficou sem dinheiro para desenvolver projetos. São R$ 200 milhões para desenvolver a nota fiscal eletrônica para municípios, o E-Social. E mais R$ 400 milhões para o Turismo nos próximos quatro anos. Também temos de ter 20% em tesouraria, como reserva.

As entrevista foi realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

CLAUDIO TINOCO – SECRETÁRIO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR
CLAUDIO TINOCO - SECRETÁRIO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR

BE- Qual a expectativa para o crescimento da movimentação financeira do turismo com a construção do novo centro de convenções?

CT- A nossa expectativa é de recuperar pelo menos algo em torno de R$ 700 milhões, por ano, com a realização de eventos que voltarão a acontecer na cidade, principalmente na área de negócios. Salvador já perdeu R$ 2 bilhões, segundo o trade turístico, após ter o antigo Centro de Convenções, administrado pelo governo do estado, fechado.

BE – A aquisição da área para construção do centro foi alvo de um processo judicial. Existe a possibilidade da justiça reaver a área para a iniciativa privada? 

CT- Não trabalhamos com essa hipótese, sobretudo depois da decisão do Presidente do Tribunal de Justiça, que derrubou a liminar concedida em primeira instância e autorizou a contratação e início imediato das obras de construção do Centro de Convenções de Salvador, que estão a pleno vapor.

BE – A secretaria já tem algum evento programado para o novo centro. Como está esse processo?

CT- A Secretaria, juntamente com a Salvador Destination, vem trabalhando fortemente para a atrair eventos, congressos, feiras e convenções de médio e grande portes, através das entidades nacionais e internacionais promotoras. Já temos 12 congressos nacionais apalavrados e mais 18 com a possibilidade de confirmação a partir de 2020. Esse trabalho de atração de eventos vai ser intensificado a partir da contratação da empresa gestora do CCS, que deverá ocorrer no início do próximo ano.

BE – O trade turístico tem reclamado muito da falta de divulgação do governo do estado. Segundo o trade, durante a novela segundo sol da rede globo era preciso que se tivesse uma inserção maior de vídeo na TV e rádio em outros estados para convidar as pessoas para virem para cá. Como o secretario avalia esse processo?  

CT- Concordo com a falta de promoção eficiente e de melhor resultado da Bahia. Simplesmente participar de feiras de turismo não é mais suficiente para projetar o destino Bahia. É preciso investir inteligentemente na ativação de outras formas de promoção, principalmente através do marketing digital. A novela mostra claramente que Salvador concentra boa parte dos atrativos e ícones do patrimônio e da cultura baiana e isso deve ser reconhecido pelo governo. Mas não vamos ficar nos lamentando. Hoje, a Prefeitura tem um planejamento bem estruturado e possui ferramentas e orçamento próprios para investir na promoção de Salvador.

BE – Quais as novidades que a Secult vai trazer para o turismo durante o verão?

 CT- Estamos finalizando e vamos lançar nos próximos dias duas webséries – Cozinha Raiz e Salvador Fashion Race, respectivamente, de gastronomia e moda, que serão reproduzidas no canal oficial de Salvador no YouTube (youtube.com/salvador). Na Casa Salvador, vamos intensificar o projeto Nosso Som de fomento a novos talentos da música e o projeto Trip dos youtubers, com os influenciadores digitais visitando a cidade e dando sua visão dos nossos atrativos. Teremos uma programação especial para a Casa do Carnaval, com um novo lançamento a cada mês. E vamos ter uma nova edição do Pelourinho Dia & Noite para aquecer a programação cultural do Centro Histórico.

MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO
MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO

A candidata a vice-governadora na chapa de Zé Ronaldo (DEM), a médica Mônica Bahia (PSDB), tem o perfil de uma mulher forte, de opiniões contundentes. Pode-se discordar da candidata, mas dificilmente alguém passa incólume à força dos seus argumentos, exposta em frases curtas, objetivas, sem muita divagação. Mônica vai direto ao ponto: “Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde”, prosseguindo com uma das principais críticas da oposição ao governo Rui Costa (PT): a fila da regulação.

Quando o assunto é a violência urbana, Mônica igualmente não segue o roteiro tradicional dos candidatos de evitar a polêmicas – ela é favor da revogação do estatuto do desarmamento, e embasa tal opinião em critérios, citando os determinantes presentes no Projeto de Lei que preveem que, para ter direito ao porte de arma, o cidadão deva cumprir determinados pré-requisitos, como treinamento e avaliação psicológica. Porém, essa medida está longe de ser tomada como algo isolado no combate á violência. A questão, como Mônica Bahia considera, é muito mais complexa.

BE – Candidata, a sua presença na chapa de Zé Ronaldo (DEM) tem sido questionada  em ação na Justiça Eleitoral, referente a uma suposta perda de prazo. Como tem lidado com a situação?

A jurisprudência está do nosso lado. Não houve perda de prazo. Os nossos advogados estão acompanhando o assunto e estamos tranquilos.

BE – A questão da segurança pública tem sido recorrente nos debates da campanha. Uma das questões sobre o assunto tem sido a questão da revogação do estatuto do desarmamento, perspectiva à qual a senhora é favorável. 

A Bahia é o estado onde mais se mata no Brasil, em 2016 houve esse estudo e a Bahia foi o estado no qual houve mais homicídios, em 2017 a situação se repetiu. É uma situação de intensa violência. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. O problema da violência é um problema multifatorial e resolver essa questão é uma situação complexa. Não se resolve apenas com uma única ação isolada.

BE – Os defensores da revogação do estatuto do desarmamento têm sido estigmatização sob a alegação de que defendem que bastaria entregar uma arma a cada pessoa como forma de lidar com a questão da violência.

Em nenhum momento foi dito nem por mim nem por ninguém que defenda a revogação do estatuto do desarmamento que simplesmente armar a população seja a solução.

BE – Então, qual o caminho para a solução do problema. Como podemos lidar com a questão?

A solução é múltipla. Trata-se de aumentar contingente policial, investir em inteligência, tomar conta das fronteiras, diminuir a sensação de impunidade, revendo nossas leis. A gente não pode viver num país no qual 90% dos homicídios não são elucidados. E ter uma arma, ou, melhor, ter o direito ao uso de uma arma, o que não é uma obrigação, é a nossa última fronteira de defesa. Quando o estado falha, eu quero ter a minha possibilidade de me defender. Porém, isso é uma coisa voluntária, tem quem quer, e, lógico, tem que haver critérios. O PL do Peninha [refere-se ao PL 3722, do deputado Rogério Peninha Mendonça – PMDB/SC]  determina tais critérios. Você não pode ter ficha criminal, não pode estar sendo investigado por nenhum crime, tem idade mínima, avaliação psicológica e treinamento. Os melhores estudos do mundo mostram que o cidadão de bem armado, mas qualificado e treinado, cria uma ação de inibição da criminalidade e mulheres, também, armadas, diminuem o número de estupros.

BE – A saúde tem sido um aspecto igualmente questionado pela chapa de Zé Ronaldo, com especial ênfase sua, que é médica, e, portanto, lida com o tema no seu cotidiano. 

Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde. São apenas os 12% obrigatórios pela constituição e isso é insuficiente. Nós tivemos uma redução de mais de três mil leitos nos últimos anos, num momento em que a população cresceu e empobreceu, pois vivemos num dos estados de maior desemprego no país e todas essas pessoas desaguaram no sistema público, pois perderam seus convênios ou não conseguiram mais pagar seus planos de saúde. E o que acontece? – houve uma desestruturação da assistência à saúde nas cidades do interior. Isso é visto muito claramente nas nossas viagens de campanha, em como a saúde do interior está desassistida. Isso fez com que as pessoas, no sistema de regulação, que é a solicitação de transferência para unidades hospitalares com tratamento mais adequado ou consultas com especialistas, simplesmente essas  pessoas ficaram retidas. Além do que o sistema de regulação não tem a transparência que deveria ter. O que nós pretendemos, se o povo achar que nós devemos ganhar, é fazer um estudo técnico do que fica mais represado, de quais especialidades têm mais problemas e vamos ver a ampliação dos leitos, reestruturar a assistência à saúde no interior, investindo nas santas casas e nos hospitais que já existem, melhorando a qualidade.  Tem muito a se fazer. No dia-dia nós vemos falta de exames, falta de material, equipes incompletas em várias unidades. Tem muito para ser feito. Temos muito trabalho a fazer e gostaríamos que a população nos desse essa oportunidade.

ROBERTO DURAN – PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION
ROBERTO DURAN - PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION

BE- O Centro de convenções da Bahia teve sua ordem de serviço assinada na ultima semana. O projeto deve ficar pronto em 2019. Qual a expectativa do setor turístico para o novo equipamento? 

RD – Ele será um divisor de aguas para o setor do turismo, tendo um impacto maior,  claro, no turismo de negocio, o qual vinha há  5 anos sem infra estrutura para alavancar o segmento, visto que um Centro de Convenções de grande porte é o principal indutor do destino neste seguimento, inclusive para os demais pequenos centros instalados nos hotéis.

BE – O governo do estado continua tramitando internamente o processo de licitação para o Centro de Convenções da paralela, que terá um grande complexo com hospitais e áreas de lazer. A previsão é de uma licitação até dezembro. O senhor acredita que esse projeto possa sair do papel?

RD – Gostaríamos muito de acreditar, porém já passamos da fase de promessas, embora continuamos na esperança de um dia termos um outro grande Centro de Convenções, visto que nossa Cidade tem potencial para termos mais de dois equipamentos e de porte muito maior.

BE- A Área do antigo Centro de Convenções ainda continua sendo alvo de um processo na justiça. O Trade já chegou a dizer que o melhor lugar para o Centro seria onde ele estava. A escolha da prefeitura para região do aeroclube agrada o trade?

RD – Sem sombra de duvida aquela região, além de ser geograficamente equidistante de todo parque hoteleiro de Salvador, ao longo dos 37 anos de funcionamento do antigo centro de convenções se estruturou com um conjunto de serviço para esta atividade, tornando esta localização a mais apropriada para a construção do novo Centro de Convenções.

BE- O Trade já começou as negociações para atração de eventos para o novo equipamento? Como está esse processo? 

RD – Sim, claro, desde o ano passado a Salvador Destination vem encabeçando este processo, buscando atrair congressos, feiras e convenções de medio e grande porte. Iniciamos o processo de captação com entidades e formadores de opinião regionais, avançamos este ano para os nacionais e já estamos implementando as ações para as grandes entidades internacionais e mundiais. Temos  apalavrado 12 congressos nacionais e internacionais para o novo equipamento, com possibilidade de outros 18 serem concretizados a partir de 2020.

BE- A Bahia tem um potencial grande de atração de negócios turísticos. Uma das regiões que mais tem a capacidade é a região sul e toda sua história e ligação com o cacau e o chocolate. Recentemente a região recebeu um mega evento do chocolate. Quais ações deveriam ser tomadas para o turismo de negócio se dissipar por toda Bahia?

RD – O primeiro passo a ser dado é o governo ter vontade politica em desenvolver esta atividade econômica. Se este passo for ultrapassado e o governador realmente demonstrar tal interesse é só trabalhar, visto que  qualificação e beleza naturais ja temos, faltando apenas a infra estrutura crucial para implementação desta atividade em condições de concorrer como o resto do mundo.

LÍDICE DA MATA – CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB
LÍDICE DA MATA - CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB

BE – Candidata, O PSB nacional optou por não apoiar nenhum candidato ao cargo de presidente do Brasil, porém a senhora está ao lado de Rui que defende a candidatura de Lula/ Haddad. A legenda vai seguir o curso da chapa e apoiar Haddad na Bahia?

LD- A tendência natural é essa, pois entendemos que o presidente Lula foi o único na história do Brasil a valorizar o Nordeste. Aqui na Bahia, ganhamos novas universidades federais, novos Institutos Federais de Educação, o povo teve acesso à comida e houve uma série de investimentos em áreas estratégicas, gerando emprego e renda para a população. Diante disso, devemos marchar juntos.

BE – Candidata, os números das pesquisas apontam que o candidato ao senado Ângelo Coronel não tem conseguido crescer nas intenções de voto. A falta de apoio do PSB a candidatura do PSD ao senado pode ser um dos fatores que levam aos números do presidente da Alba nas pesquisas?

LD – O PSB apoia a majoritária do governador Rui Costa. Os nossos deputados estaduais votam com a chapa e o nosso material de campanha tem o time completo, mas eu não posso garantir que todos os candidatos apoiem a chapa completa.

BE – Como a senhora avalia os primeiros números de intenções de voto ao governo do estado que apontam uma larga vantagem ao governador Rui Costa?

LD- Acredito que ele vai ter muito mais do que dizem as pesquisas. O governador Rui Costa fez uma excelente gestão, mesmo com todo o boicote do presidente da República e de seus aliados aqui na Bahia, que seguraram as verbas e impediram Rui de fazer muito mais. As intenções de voto são o reconhecimento ao trabalho que ele tem feito, sem perseguições e com muita dedicação ao povo da Bahia.