

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (28) uma série de acordos bilaterais com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, durante visita oficial da chefe de Estado surinamense ao Brasil.
Ao todo, foram formalizados 12 atos entre memorandos de entendimento, cartas de intenção e acordos de cooperação envolvendo áreas estratégicas como segurança, saúde, tecnologia, meio ambiente e transporte marítimo.
Entre os principais pontos assinados pelos dois governos está um acordo para realização de operações militares conjuntas na região de fronteira. Segundo o Itamaraty, a iniciativa busca reforçar a vigilância territorial e ampliar o combate a crimes transnacionais na área de divisa entre os países.
Na área de segurança, também foram assinados memorandos de cooperação em segurança cibernética e integração entre a Polícia Federal brasileira e as forças policiais do Suriname. Outro acordo prevê ações conjuntas no enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Os dois países ainda avançaram em temas ligados à saúde pública, políticas sociais e ciência e tecnologia. Os documentos estabelecem bases para projetos de cooperação técnica voltados à ampliação do acesso à saúde, desenvolvimento sustentável e intercâmbio científico.
A pauta ambiental também ganhou destaque durante o encontro. Foram assinados acordos sobre manejo integrado do fogo e segurança de barragens hidrelétricas, além de medidas relacionadas à preservação ambiental e prevenção de desastres.
Na área econômica e logística, Brasil e Suriname firmaram uma carta de intenções para ampliar a cooperação no transporte marítimo e em atividades portuárias, além de iniciar negociações para um novo Acordo de Alcance Parcial entre os países.
Os governos também atualizaram o acordo bilateral de defesa já existente, adequando o texto às mudanças recentes na legislação brasileira.
A visita da presidente do Suriname ocorre em meio ao esforço do governo brasileiro para fortalecer relações diplomáticas e comerciais com países da América do Sul e da região amazônica.
Foto: Ricardo Stuckert/PR