quinta, 28 de maio de 2026
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“REIMAGINANDO O MAB” REÚNE ESPECIALISTAS E PÚBLICO PARA DEFINIR NOVOS RUMOS DO MUSEU MAIS ANTIGO DA BAHIA

João - 28/05/2026 09:44

O reposicionamento do Museu de Arte da Bahia (MAB) diante dos desafios contemporâneos pautou a abertura oficial do Seminário Reimaginando o MAB: Plano Museológico, realizada na manhã desta quarta-feira (27), no Corredor da Vitória, em Salvador. O evento integra a segunda etapa do projeto Artes e Acervos Revisitados e reúne especialistas, gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir a construção coletiva do novo plano museológico do equipamento cultural, o museu mais antigo da Bahia e um dos primeiros do Brasil.

Durante a mesa de abertura, a chefe de gabinete do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Paula Guerra, destacou a importância do seminário como espaço de escuta e participação social. “A cultura é o modo de ser e fazer de um povo e ela precisa ser democrática, acessível. Todos nós precisamos participar da construção coletiva dos processos, especialmente da construção do plano museológico de um museu com a importância histórica do MAB”, afirmou.

O novo plano museológico vai estabelecer diretrizes para a atuação do museu nos próximos anos, reforçando o papel da instituição como espaço de conhecimento, criação e diálogo com a sociedade contemporânea. “Discutir essas questões com a sociedade e pesquisadores faz todo sentido e contribui para que as pessoas se reconheçam nesse espaço”, acrescentou Paula Guerra.

Segundo o diretor do MAB, Pola Ribeiro, o seminário marca a consolidação de quase dois anos de debates sobre o futuro da instituição. “Esse encontro é a finalização de um processo que envolve servidores, artistas, curadores, frequentadores e pessoas que ainda não frequentam o museu, todos interessados em responder à pergunta sobre qual museu dá conta da contemporaneidade e o que queremos para o Museu de Arte da Bahia”, disse.

Nos últimos anos, o MAB vem reformulando sua forma de expor e dialogar com o público. O acervo antes associado aos costumes da elite baiana do século XIX passou a ser apresentado sob uma perspectiva mais inclusiva e conectada às discussões atuais. Entre os exemplos desse reposicionamento estão a exposição “Tradição e Invenção”, atualmente em cartaz, que reúne mais de 100 obras do acervo sob nova curadoria, e a mostra “Vitória: um corredor de história”, realizada no ano passado, que colocou trabalhadores do Corredor da Vitória no centro da narrativa expositiva. A experiência resultou em um documentário exibido atualmente na Sala Audiovisual Curta MAB.

Programação

Com programação até sábado (31), o seminário promove palestras, grupos de trabalho e apresentações institucionais voltadas à museologia, museografia, acessibilidade, comunicação, gestão e preservação de acervo. Na tarde desta quarta-feira, a professora da Universidade Federal da Bahia, Joseania Freitas, apresentou a palestra “Desafios do Plano Museológico na Contemporaneidade: o caso MAB”. Em seguida, a professora Simone Trindade abordou os caminhos para a construção do novo plano museológico do equipamento, representando a empresa de consultoria especializada Tecnomuseu.

A programação desta quinta-feira (28) inclui o debate sobre propostas arquitetônicas para requalificação e ampliação do MAB, conduzido pelos professores Aline Carvalho e Nivaldo Andrade, da Faculdade de Arquitetura da UFBA. Também serão realizados grupos de trabalho sobre conservação e documentação do acervo, comissão de acervo e museografia.

Na sexta-feira (29), os debates abordarão ações educativas, comunicação, acessibilidade e governança institucional. Já no sábado (30) e domingo (31), o público poderá participar da Feira de Artes e Publicações, além de apresentações artísticas e atividades culturais na área externa do museu.

O projeto é realizado pela Trevo Produções, em parceria com a Tecnomuseu, o Museu de Arte da Bahia e o IPAC. A iniciativa foi contemplada pelo Edital Lina Bo Bardi, da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB), com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Foto: Thales Albieri/MAB

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