

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizaram os impactos políticos do encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo informações divulgadas pelo site Metrópoles, ministros do Palácio do Planalto avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump pode acabar favorecendo a campanha de Lula nas eleições presidenciais.
Para aliados do governo federal, o encontro reforça a associação do bolsonarismo com setores da extrema-direita internacional, linha política já vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos.
A avaliação da cúpula governista é de que a aproximação com Trump não contribui para conquistar eleitores de centro ou indecisos, considerados estratégicos em disputas presidenciais.
A reunião aconteceu na terça-feira (26), no Salão Oval da Casa Branca, e contou também com a presença de Eduardo Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo. O encontro durou mais de uma hora.
Enquanto o governo Lula tenta minimizar os efeitos políticos da agenda internacional, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que o encontro representa prestígio político em meio à crise provocada pela divulgação de conversas envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Foto: Reprodução/Paulo Figueiredo