quarta, 27 de maio de 2026
Euro Dólar

NETO CRITICA JERÔNIMO APÓS BAHIA FIGURAR PELO 10º ANO SEGUIDO COMO ESTADO MAIS VIOLENTO DO PAÍS

João - 27/05/2026 07:15 - Atualizado 27/05/2026

Pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil) lamentou os novos dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, que puseram a Bahia, pelo décimo ano consecutivo, como estado brasileiro com mais registros de homicídios.

Para Neto, Jerônimo não possui humildade para admitir a gravidade da violência urbana no estado e sugeriu “mudar o governador”. “Se você não tem um governador com autoridade, que se envolva no problema, não adianta. O primeiro passo é ter humildade para reconhecer o problema, o que Jerônimo não faz. O segundo passo é o governador entender que não adianta largar na mão do secretário (de Segurança Pública), do comandante da polícia, do chefe da Polícia Civil. Ele próprio, pessoalmente, tem que se envolver”, afirmou, durante entrevista concedida à rádio Sociedade.

Na visão do pré-candidato ao governo baiano, o petista insinua que a Bahia reflete apenas uma lógica nacional de violência. “Também não venha com a desculpa de que é um problema no Brasil todo. Não é verdade. Outro dia eu estive em Goiás para conhecer de perto o sistema de segurança pública. Fui, inclusive, visitar as unidades prisionais lá para mostrar que existe coisa dando certo no Brasil”, afirmou. “Tem que saber fazer, tem que ter o foco, tem que ter competência”, acrescentou.

ACM Neto também lamentou que diferentes grupos sociais sejam alvo da violência urbana. Ele frisou que, de acordo com o Atlas da Violência, a Bahia também lidera os rankings de homicídios contra negros, crianças, jovens e mulheres. “Isso não é coincidência. Há quatro anos Jerônimo está aí. Ele podia ter resolvido o problema da segurança pública”, ponderou.

Para Neto, o caminho para mudar esta realidade passa pela valorização dos policiais e de uma série de investimentos em políticas sociais. “A gente sabe que a principal vítima da violência é o jovem. É preciso resgatar o jovem, tirar o jovem da rua, porque na rua o jovem é presa fácil para o crime organizado, para a facção criminosa. É levar o jovem para a educação, para uma escola de qualidade – não aprovação automática, como defendeu Jerônimo -, desde a creche, passando pela pré-escola, alfabetização na idade certa, acompanhamento permanente do ciclo de aprendizado do jovem”, frisou.

O ex-prefeito da capital baiana apontou também que o governo precisa executar políticas públicas sociais integradas, valorizando as forças de segurança pública e aprimorando a educação para jovens. “Tudo isso vai devolver esperança para o jovem. Aí veja o que acontece hoje, muitas mães não dormem enquanto seu filho não volta para casa com medo dele estar na rua e tomar uma bala. Muitos comerciantes são obrigados a fechar o seu comércio mais cedo, porque tem tiroteio no bairro”, disse.

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.