

O outono em Salvador traz, além de dias mais abafados, temperaturas mais amenas, aumento de umidade e maior incidência de chuvas, a necessidade de uma atenção redobrada com a saúde das crianças. Embora a capital baiana não enfrente frio intenso, as variações climáticas típicas da estação favorecem o aumento de doenças respiratórias, especialmente entre os pequenos.
Entre os quadros mais frequentes nesta época do ano estão: rinite alérgica, infecções virais que afetam ouvido, nariz e garganta, sinusite e crises respiratórias que podem afetar também os pulmões. A combinação entre ambientes fechados, maior circulação de vírus e oscilações de temperatura pode deixar as crianças mais suscetíveis a sintomas como febre, nariz entupido, catarro no nariz e na garganta, tosse, dor de garganta e de ouvido.
Segundo a médica otorrinolaringologista Dra. Flávia Perrucho, o outono em Salvador costuma ser um período de maior procura por atendimento médico devido ao agravamento de sintomas respiratórios já existentes, mas também, devido ao surgimento de novos quadros.
“Apesar de Salvador não ter temperaturas baixas, o aumento da umidade, as chuvas e as mudanças de temperatura típicas do outono podem favorecer crises alérgicas e infecções respiratórias nas crianças. Vale ficar atento que, apesar de alguns sintomas serem mais frequentes neste período, como nariz frequentemente entupido, respiração pela boca, otite e o surgimento ou piora dos roncos, eles merecem investigação médica adequada, por que podem ser o indício de algo maior”, explica Dra. Flávia Perrucho.
A especialista alerta que crianças com rinite alérgica, adenoide aumentada ou com infecções respiratórias de repetição precisam de acompanhamento, e isso é ainda mais importante nesta época do ano. Isso porque, sintomas persistentes ou recorrentes podem afetar diretamente a qualidade do sono, a alimentação, o rendimento escolar e até mesmo o desenvolvimento infantil.
Além do acompanhamento médico, principalmente para as crianças com histórico de alergias respiratórias, medidas simples podem ajudar na prevenção: manter ambientes ventilados, reforçar a hidratação, lavar bem as mãos, evitar exposição a mudanças bruscas de temperatura e lavar o nariz com soro fisiológico.
Para a Dra. Flávia Perrucho, a observação dos sintomas faz toda a diferença no diagnóstico precoce e consequentemente no tratamento. “Quando os pais percebem alterações persistentes no sono, na respiração ou episódios repetidos de dor de garganta e ouvido, vale procurar uma avaliação especializada. Muitas vezes, sintomas que parecem comuns podem indicar condições maiores que impactam diretamente na qualidade de vida e no desenvolvimento infantil. Quanto antes identificamos o problema, melhores são as chances de bons resultados com o tratamento realizado e também conseguimos alcançar de forma mais rápida o bem-estar da criança”, finaliza.
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