quarta, 20 de maio de 2026
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CONDIÇÃO PÉLVICA QUE AFETA MULHERES PODE SER TRATADA PELO SUS SEM CIRURGIA

João - 20/05/2026 08:48

Você já ouviu falar em prolapso de órgãos pélvicos? Trata-se de uma disfunção que ocorre quando estruturas como bexiga, útero ou reto perdem sustentação e se deslocam em direção ao canal vaginal, afetando de forma significativa a qualidade de vida das mulheres. No Brasil, cerca de 52% das mulheres têm a condição, de acordo com um estudo publicado em 2016 (Horst et al, 2016). Para a Dra Patrícia Lordêlo, do Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), “o prolapso está associado ao enfraquecimento do assoalho pélvico, geralmente provocado por fatores diversos, como partos vaginais, envelhecimento, menopausa, obesidade, constipação crônica e histórico familiar”.

A fisioterapeuta explica ainda que o público mais vulnerável é composto por mulheres acima dos 50 anos, especialmente aquelas que tiveram múltiplos partos vaginais ou entraram na pós-menopausa. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que, entre 2014 e 2022, mais de 192 mil mulheres foram hospitalizadas no Brasil em decorrência do prolapso genital, com maior concentração de internações na faixa etária de 60 a 69 anos. Estimativas clínicas indicam que até 50% das mulheres idosas podem apresentar algum grau da disfunção, ainda que muitas não procurem atendimento por desconhecimento ou constrangimento.

Apesar da alta prevalência, o tratamento nem sempre exige cirurgia. “O pessário vaginal se destaca como uma primeira indicação pelas associações internacionais de uriginecologia, como a IUGA, e é uma alternativa não cirúrgica, eficaz e segura. Trata-se de um dispositivo de silicone inserido na vagina que ajuda a sustentar os órgãos pélvicos, promovendo alívio imediato dos sintomas como sensação de peso, desconforto e alterações urinárias. Revisões recentes da literatura científica mostram que o uso do pessário melhora significativamente os sintomas e a qualidade de vida das pacientes”, detalha Patrícia.

Reconhecido por entidades médicas internacionais como opção de primeira linha no tratamento conservador do prolapso, o pessário pode ser utilizado de forma temporária ou definitiva, com acompanhamento profissional periódico. Protocolos clínicos brasileiros validam seu uso e reforçam a importância de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, enfermeiros e fisioterapeutas pélvicos. “Por isso, a ampliação do acesso à informação e a tratamentos conservadores é considerada essencial para reduzir internações, cirurgias evitáveis e o impacto do prolapso na saúde pública feminina”, conclui a pós-doutora em ginecologia e fisioterapeuta Patrícia Lordêlo.

Atualmente, o IPL é a única instituição que disponibiliza pessários pelo SUS, tendo já proporcionado a colocação de mais de 1.000 pessários em mulheres de Salvador, ampliando o acesso a uma terapia conservadora e impactando positivamente a qualidade de vida dessas pacientes.

Saiba mais sobre o IPL

Com mais de 20 anos de dedicação à saúde pélvica, a fisioterapeuta, professora e pesquisadora Patrícia Lordêlo fundou o Instituto Patrícia Lordêlo (IPL) em 2019. Anteriormente, suas pesquisas e atendimentos eram realizados na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, por meio do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico (CAAP), cuja sede atual fica localizada no próprio IPL e concentra todas as investigações da área.

Diante do sucesso das ações e da demanda crescente, o instituto foi criado com o objetivo de ampliar o atendimento e a formação profissional, oferecendo serviços gratuitos e capacitação de excelência, tornando-se sinônimo de referência. O IPL, com assistência 100% SUS, possui quase 500m² de área, distribuídos em 20 consultórios amplos, climatizados e acessíveis. A estrutura é equipada com tecnologias que permitem diagnósticos precisos e tratamentos individualizados. Para mais informações, acesse o site: https://iplbr.org/

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