O dólar encerrou esta segunda-feira em forte queda e voltou a fechar abaixo da marca de R$ 5 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de um possível ataque militar contra o Irã.
A moeda norte-americana caiu 1,34% no mercado à vista e terminou o dia cotada a R$ 4,9987. Com o resultado, o dólar acumula desvalorização de 8,93% frente ao real ao longo de 2026.
Na B3, o contrato futuro do dólar para junho, o mais negociado do mercado brasileiro, recuava 1,17% no fim da tarde, sendo negociado a R$ 5,0150.
O movimento acompanhou o cenário internacional, com investidores reagindo ao alívio nas tensões no Oriente Médio. Informações sobre negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e Paquistão ajudaram a reduzir a procura global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Apesar disso, o petróleo Brent permaneceu em patamar elevado, próximo de US$ 108 por barril, refletindo a cautela do mercado diante da continuidade do conflito na região.
No Brasil, investidores também acompanharam a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB. O indicador registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, resultado pior que o esperado pelo mercado.
Mesmo com o recuo mensal, o IBC-Br acumulou alta de 1,3% no primeiro trimestre, mantendo dúvidas sobre o espaço para futuros cortes na taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
O cenário político interno também segue no radar do mercado financeiro, especialmente após novas repercussões envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
Analistas avaliam que fatores externos, expectativas sobre juros nos Estados Unidos e o ambiente político brasileiro devem continuar influenciando o comportamento do dólar nos próximos meses.
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