O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (15) em forte alta diante do real, avançando 1,63% e fechando cotado a R$ 5,067. A valorização da moeda norte-americana foi impulsionada por uma combinação de fatores externos e internos que aumentaram a cautela dos investidores.
No cenário internacional, o principal motivo foi a tensão crescente no Oriente Médio. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã aumentou o temor de uma escalada no conflito, elevando a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Outro fator importante foi a nova alta do petróleo no mercado internacional. A continuidade das restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás, mantém a preocupação sobre a oferta global da commodity, pressionando os mercados financeiros.
Além disso, investidores passaram a reforçar apostas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, poderá voltar a elevar os juros para conter a inflação. O movimento fortaleceu os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e aumentou ainda mais a demanda pela moeda norte-americana.
No Brasil, o cenário político também contribuiu para a pressão sobre o câmbio. O mercado reagiu aos desdobramentos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, após denúncias divulgadas nesta semana. A percepção de maior instabilidade política ampliou a cautela entre investidores.
Com isso, o real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes no dia.
Na semana, o dólar acumulou alta de 3,48%. Apesar da forte valorização recente, a moeda ainda registra queda de 7,70% no acumulado do ano.
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