

O acompanhamento do crescimento na adolescência, fase marcada por intensas mudanças físicas e hormonais, conta hoje com o suporte de exames laboratoriais e de imagem que ajudam a identificar possíveis alterações de forma precoce. A análise da curva do crescimento, associada a esses exames, permite uma avaliação mais precisa do desenvolvimento e amplia a possibilidade de intervenção quando necessário.
Durante o chamado estirão do crescimento, é esperado que adolescentes apresentem aceleração na altura. No entanto, desvios de padrões, como crescimento abaixo ou acima do esperado, podem indicar a necessidade de investigação. Nesses casos, médicos podem solicitar exames hormonais, incluindo a dosagem do hormônio do crescimento (GH), além de avaliação da tireoide e exames de imagem, com a idade óssea, que auxilia na estimativa do potencial do crescimento.
De acordo com a médica endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Dimona Macedo, a avaliação integrada é essencial para o diagnóstico adequado. “A análise da curva do crescimento associada aos exames laboratoriais e de imagem possibilita identificar alterações de forma precoce. Isso permite um acompanhamento mais direcionado e aumenta as chances de bons resultados no desenvolvimento do adolescente”, explica.
Diversos fatores podem influenciar o crescimento, como genética, alimentação, sono e condições de saúde. Por isso, especialistas recomendam o acompanhamento regular ao longo da infância e adolescência, com registros periódicos de altura e peso, além de investigação clínica sempre que houver suspeita de alterações.
Nem sempre as mudanças no crescimento são perceptíveis no dia a dia. Em muitos casos, apenas a análise sistemática da curva e a realização de exames específicos permitem identificar desvios de forma antecipada. O monitoramento adequado nessa fase é considerado um aliado importante para a saúde ao permitir identificar precocemente alterações e orientar condutas médicas conforme cada caso.
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