

A eliminação do Bahia na Copa do Brasil aumentou a pressão sobre o técnico Rogério Ceni, após a derrota por 2 a 1 para o Remo, no Estádio Mangueirão. A principal polêmica do jogo foi a utilização de Luciano Juba como terceiro zagueiro. Artilheiro do Bahia na temporada, o jogador foi recuado para a linha defensiva e acabou sendo um dos principais alvos de críticas após a eliminação.
Ceni explicou que a escolha teve como objetivo dar equilíbrio ao sistema defensivo e lidar com as transições rápidas do Remo, além de buscar melhor saída de bola.
“O Juba é, de fato, o artilheiro, mas os gols que ele faz são de pênalti, faltas e bolas paradas; a maioria dos seus gols é feita nessas situações. A opção por Juba na construção foi para tentar competir com David Duarte contra Alef Manga e para ter Marcos Victor contra Jajá. Acho-o muito rápido e sofremos muito com as transições no jogo passado, em Salvador”, afirmou.
O treinador ainda justificou que a escolha fazia parte de duas possibilidades táticas: reforçar a defesa com zagueiros de origem ou apostar na construção com mais qualidade.
“Ou jogaríamos com três zagueiros de origem, ou tentaríamos ter qualidade na saída de jogo, na qual precisaríamos quebrar essa marcação para ter espaço com Iago Borduchi no fundo. Colocamos Everton Ribeiro na última linha para ter Everaldo como ‘9’; na minha opinião, foi a melhor solução que encontramos.”
Em entrevista coletiva, Ceni defendeu o desempenho da equipe e afirmou que o Bahia teve volume suficiente para buscar um resultado melhor, apesar da eliminação.
“O que mais pode ser extraído neste trabalho? Extrair todas as oportunidades que foram criadas no jogo de hoje, a mudança no esquema que nos oportunizou chances de sair com vários gols. Para qualquer time que perder você vai encontrar críticas nas redes sociais, mas eu tenho que analisar o jogo. Os jogadores competiram muito”, disse.
Ele reforçou que, na visão dele, o plano funcionou dentro do que foi proposto e o tie jogou “no limite” do que poderia fazer. “Fizemos a estratégia correta, e ela nos deu condições de estar na frente no placar e fazer até o 3 a 1. Pode se dizer que jogamos no limite de tudo que poderíamos fazer.”
Ceni também reconheceu dificuldades na finalização e na forma como o time sofreu os gols. “É uma pena que tenhamos criado muito, mas não conseguimos converter em gols e os cedemos de maneira fácil. Temos dificuldade: o adversário não precisa de força para marcar, e nós precisamos de muito esforço para criar. Não acho que a estratégia tenha sido errada. O Juba pode jogar mais à frente? Pode. Mas, para isso, eu teria que escalar três zagueiros de origem”, concluiu.
foto= Crédito: Letícia Martins/EC Bahia/Arquivo