

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou nesta segunda-feira (11) que houve “traição” na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Wagner, o resultado foi uma decepção pessoal e política, já que ele esperava pelo menos 41 votos favoráveis. A indicação acabou sendo rejeitada por 42 votos contra e 34 a favor, em votação secreta no Senado.
Em entrevista, o senador criticou o modelo de votação e disse que o sigilo abre espaço para “traições”. Ele também relatou ter alertado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre esse risco durante o processo.
Wagner classificou o episódio como “crueldade” e “violência institucional”, afirmando que a decisão teria sido influenciada por insatisfações políticas internas e disputas sobre a escolha do nome. Segundo ele, parte dos senadores preferia o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que não foi indicado.
O líder do governo também comparou o cenário com votações anteriores, lembrando que trabalhou pela aprovação de indicados durante o governo anterior, reforçando que a Constituição garante ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o STF.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado



