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LULA DIZ A TRUMP QUE NÃO QUER “GUERRA” E COBRA ACORDO SOBRE TARIFAS

VICTOR OLIVEIRA - 08/05/2026 19:47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (8) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não haja conflito comercial entre os dois países.

A declaração foi feita após reunião entre os dois líderes realizada na quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington.

Segundo Lula, o encontro durou cerca de três horas e teve como foco principal discussões sobre tarifas comerciais e negociações envolvendo minerais estratégicos, incluindo terras raras.

“NÃO QUERO GUERRA”, DIZ LULA

Durante evento realizado em Brasília voltado ao setor de energia, o presidente brasileiro voltou a comentar a conversa com Trump e criticou o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Lula classificou a medida como um “equívoco” e afirmou que a balança comercial entre os dois países favorece os norte-americanos.

“Eu disse ao presidente Trump: ‘Eu não quero guerra com você. É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos’”, declarou o presidente.

PRAZO DE 30 DIAS PARA NEGOCIAÇÃO

O chefe do Executivo brasileiro também afirmou que determinou um prazo de 30 dias para que os ministérios responsáveis pelas negociações comerciais avancem nas tratativas entre os dois governos.

Segundo Lula, representantes da área de indústria e comércio dos dois países deverão buscar um entendimento antes de uma nova conversa entre os presidentes.

“Ontem, eu dei 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e deles resolvam a situação. E disse para o Trump que daqui 30 dias a gente volta a conversar”, afirmou.

TARIFAS E RELAÇÃO COMERCIAL

As discussões ocorrem em meio a tensões comerciais envolvendo tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O governo brasileiro tenta negociar alternativas para reduzir impactos sobre setores estratégicos da economia, enquanto Washington mantém pressão comercial em áreas consideradas prioritárias pela gestão Trump.

Além das tarifas, as negociações também abordaram interesses econômicos relacionados à exploração e ao fornecimento de minerais considerados essenciais para a indústria tecnológica e energética mundial.

Foto: Reprodução

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