O ex-treinador da Seleção Brasileira, Tite, admitiu pela primeira vez erros cometidos na eliminação do Brasil para a Croácia na Copa do Mundo e revelou bastidores da derrota que considera a mais dolorosa de sua carreira.
Em entrevista, o técnico afirmou que chegou a chorar após a eliminação e descreveu um sentimento de frustração com o desfecho do jogo, questionando o próprio trabalho à frente da equipe.
Tite reconheceu que uma de suas decisões mais contestadas foi a ordem dos cobradores de pênalti na partida.
Ele afirmou concordar com críticas feitas na época pelo jogador Neymar, dizendo que deveria ter escalado o atacante como primeiro batedor.
“Todas as críticas feitas a mim pelo Neymar não ter batido o primeiro pênalti estão corretas. Eu errei”, declarou o ex-treinador.
Apesar disso, ele afirmou que não há certeza de que a mudança teria alterado o resultado final da disputa.
O ex-treinador também afirmou que teve a sensação de que o Brasil controlava a partida, mesmo após o empate da Croácia no fim da prorrogação.
Segundo ele, a equipe não sofreu grandes chances até o gol de empate, o que, na visão do treinador, deu a impressão de um jogo sob controle que acabou escapando nos minutos finais.
Tite revelou que deixou o vestiário logo após a eliminação sem conversar com os jogadores, e que o episódio marcou o fim de um ciclo de forte desgaste emocional.
Ele afirmou que a eliminação levou a um período de reclusão e reflexão pessoal, após comandar a Seleção em uma sequência de mais de seis anos e meio.
Apesar da eliminação, Tite destacou o desempenho da equipe ao longo de sua passagem, citando a longa invencibilidade nas Eliminatórias e o desempenho consistente ao longo do ciclo.
Ele também afirmou ter conversado posteriormente com outros treinadores que assumiram ou foram cotados para o cargo, como Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti.
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