

No Dia Mundial do Sol, celebrado no próximo domingo (3), a Bahia reafirma sua força como potência da energia solar no Brasil. Com condições naturais privilegiadas e avanço contínuo de investimentos, o estado amplia sua liderança na produção de energia limpa e avança na consolidação de uma matriz transição energética mais sustentável.
De acordo com o Informe Executivo de Energia Solar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a Bahia lidera o Nordeste na geração distribuída fotovoltaica, com cerca de 2,5 GW de potência instalada em mais de 278 mil unidades consumidoras, presentes em todos os 417 municípios. Esse modelo, que inclui sistemas instalados em residências e empreendimentos comerciais, é responsável por ampliar o acesso à energia limpa e descentralizada.
Na geração centralizada, o estado também apresenta resultados expressivos. São 101 usinas em operação, com 2,97 GW de potência outorgada e recorde recente de 444 GWh gerados em fevereiro de 2026 – volume de energia é suficiente para beneficiar cerca de 9 milhões de pessoas.
Além dos números, fatores naturais e estratégicos fortalecem o desempenho baiano. A alta incidência solar, com níveis superiores a 6 kWh/m² por dia, aliada a políticas de incentivo e segurança jurídica, posiciona o estado entre os mais competitivos do país no setor.
Para o secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Aécio Moreira, os resultados refletem o planejamento estratégico e a capacidade de atração de investimentos do estado.
“Além das vantagens naturais, a Bahia possui um ambiente institucional favorável, o que tem permitido ampliar significativamente a geração de energia solar. Esse avanço fortalece o desenvolvimento socioeconômico, gera empregos e posiciona o estado como protagonista na transição energética no Brasil”, afirma.
O crescimento do setor também impacta diretamente na economia. Os empreendimentos em operação já somam investimentos estimados em R$ 10,69 bilhões e a geração de cerca de 89 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Considerando projetos ainda não iniciados, o potencial é ainda maior, podendo alcançar R$ 61 bilhões em investimentos e mais de 500 mil empregos em toda cadeia também.
Fotos: Manu Dias/GOVBA