quarta, 29 de abril de 2026
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BRASIL E ESTADOS UNIDOS DECIDEM HOJE SUAS TAXAS DE JUROS E MERCADO ESPERA DIA DE ALTA  

João - 29/04/2026 07:21 - Atualizado 29/04/2026

Do ponto de vista econômico, o dia mais importante da semana chegou. A sessão desta quarta-feira (29) marca a Super Quarta, com as decisões monetárias do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, aqui no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos.

Ao longo do dia, o Banco Central atualiza e comunica sua decisão sobre a taxa básica de juros. De maneira geral, os mercados esperam que o BC mantenha o ciclo de calibração monetária iniciada na última reunião e reduza a taxa Selic em 25 pontos-base, para 14,50%.

Para os Estados Unidos, o mercado precifica a manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, em uma postura condizente com a leitura de que a inflação segue elevada, impulsionada pelo encarecimento da energia, enquanto o mercado de trabalho permanece resiliente.

A agenda doméstica ainda reserva as publicações do IGP-M referente ao mês de abril. A expectativa é de alta de 2,53% no período. Ao longo do dia, também será divulgada as sondagens de comércio e serviços da FGV, o fluxo cambial e o resultado primário do Governo Central.

Ainda no cenário nacional, o Caged será divulgado nesta quarta, às 14h30, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. A publicação foi antecipada, já que a data inicialmente prevista era quinta-feira (30).

No campo corporativo, os investidores locais repercutem os resultados da Vale, que registrou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% na comparação anual, além de acompanhar a teleconferência da mineradora nesta manhã. Ao longo do dia, também divulgam seus números Santander Brasil, WEG, Motiva, Multiplan e Suzano.

Nos Estados Unidos, o destaque fica para a divulgação dos resultados de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta Platforms após o fechamento do mercado.

O Ibovespa encerrou a terça-feira com mais uma queda, com menos 0,51%, aos 188.618,69 pontos, uma baixa de 960,10 pontos. O índice não tinha uma sequência tão negativa como essa desde julho do ano passado, quando entre os dias 7 e 15 acumulou sete pregões no vermelho.

(Montagem do InfoMoney/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e REUTERS/Tom Brenner)

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