quarta, 22 de abril de 2026
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ANGELO CORONEL CRITICA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO E ALERTA PARA RISCO DE DESEMPREGO

Bruna Carvalho - 22/04/2026 09:13

O senador Angelo Coronel (Republicanos) criticou propostas em debate no Congresso Nacional que preveem a redução da jornada de trabalho no Brasil. Em entrevista ao Repórter Hoje, o parlamentar afirmou que a medida pode gerar aumento do desemprego e dificuldades operacionais em setores que funcionam em horários ampliados.

“Isso vai gerar, na minha ótica, desemprego. Porque, por exemplo como é que vai funcionar os shoppings com que trabalha sábado e domingo. Como é que fica o cinema, como é que fica o restaurante? Eu acho que nós temos que ter a liberdade do empregado e do empregador discutirem qual é a sua carga de trabalho”, declarou.

Coronel defendeu um modelo mais flexível de relações trabalhistas, citando como exemplo o sistema adotado nos Estados Unidos, onde, segundo ele, a remuneração é baseada nas horas efetivamente trabalhadas. “Por que lá a pessoa trabalha por hora. Trabalhou ganhou, não trabalhou não ganhou, e pode trabalhar fim de semana e feriado”, afirmou.

O senador também criticou a interferência do governo na definição da jornada de trabalho, defendendo que a negociação deve ocorrer diretamente entre empregadores e empregados. “Não é o governo que tem que impor ao empregador, nem ao empregado qual é o horário de trabalho, porque todo mundo é livre. Todo mundo sabe que de segunda a sexta é o trabalho normal, mas se o cara quer trabalhar sábado e domingo, qual é o problema? Quem que vai impedir isso? Isso é uma questão de patrão e empregado. Não é o governo que tem que se meter nisso”, pontuou.

As declarações ocorrem em meio ao avanço de propostas sobre o tema no Congresso. Na Câmara dos Deputados, tramitam iniciativas como a PEC 8/2025 e um projeto do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), cuja análise foi temporariamente suspensa após pedido de vista.

Paralelamente, o governo federal encaminhou um projeto de lei com urgência constitucional para discutir o fim da escala 6×1. No Senado, a PEC 148/2015, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação em plenário.

Foto: Pedro Franca/Agência Senado

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