

O presidente do Progressistas (PP) na Bahia e pré-candidato a deputado federal, Cacá Leão, afirmou que pretende transferir o comando estadual do partido ao ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, durante o período eleitoral de 2026. A declaração foi feita em entrevista ao Podroque, na noite de segunda-feira (20).
Segundo Cacá, a mudança já foi previamente acordada dentro da sigla e ocorre em meio ao processo de reestruturação partidária. Ele justificou a escolha de Cocá ao destacar a “mais isenção” do aliado, que disputará cargo majoritário.
“A gente fez um processo de reconstrução do partido, um processo de remodelação, de novas conversas e, assim que isso se finalizar, eu pretendo passar pra Zé Cocá. Ele vai assumir durante as eleições, afinal, ele vai disputar a eleição majoritária pelo partido e vai ter mais tempo e mais isenção. Não é nem mais tempo, que o tempo dele é pouco, mas mais isenção. Como eu sou candidato a deputado federal, […] pode acabar intervindo com uma decisão ou outra coisa […] não quero que isso atrapalhe as decisões do partido”, disse Cacá Leão.
O dirigente também afirmou que a reformulação do PP conta com a participação de lideranças como Claudio Cajado, Jorge Araújo e João Leão. “Se você quer ser grande, você não pode fazer nada sozinho”, afirmou.
Nos últimos dias, Zé Cocá foi alvo de críticas após declarar que Jequié seria um “curral eleitoral”.
Sobre a federação União Progressistas, Cacá avaliou que o grupo deve sair fortalecido nas eleições de 2026, apesar de perdas recentes de quadros. “Muita gente gosta de se vanglorear por causa de janela partidária, mas para mim o que vale mesmo é o resultado que vai sair das urnas em 2026”.
Ele também reafirmou apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e disse que sempre defendeu que o “Progressistas devia permanecer nas trincheiras ao lado de ACM Neto”. A expectativa, segundo ele, é que a federação eleja até 12 deputados estaduais.
Foto: Pablo Valadares/Câmara