

O mercado financeiro elevou a projeção da taxa básica de juros para 2026 e revisou para cima as expectativas de inflação, segundo dados do Banco Central do Brasil divulgados no Boletim Focus. Ao mesmo tempo, houve redução nas estimativas para o dólar, enquanto o crescimento do PIB se manteve praticamente estável.
A previsão para a taxa Selic em 2026 subiu para 13% ao ano, marcando a primeira alta após semanas de estabilidade. Para 2027, a estimativa também avançou, chegando a 11%. Já para 2028, a projeção segue em 10% há 13 semanas, enquanto para 2029 houve leve alta, de 9,75% para 9,88% ao ano.
No campo da inflação, as expectativas para o IPCA em 2026 subiram pela sexta semana consecutiva, passando de 4,71% para 4,80%. Para 2027, a projeção avançou para 3,99%, na quarta alta seguida. Em 2028, o índice permanece em 3,60%, enquanto para 2029 segue estável em 3,50%.
O IGP-M também teve revisão para cima em 2026, chegando a 4,66%, na sétima alta consecutiva. Para 2027, a projeção ficou em 4,00%, enquanto 2028 e 2029 permanecem em 3,82% e 3,70%, respectivamente.
Já os preços administrados em 2026 foram revisados para 4,90%, na segunda alta seguida. Para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%, enquanto 2028 e 2029 seguem estáveis em 3,50%.
Em relação à atividade econômica, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto para 2026 teve leve alta, passando de 1,85% para 1,86%. Para 2027, a estimativa segue em 1,80% há 16 semanas. Já para 2028 e 2029, o mercado mantém projeção de crescimento de 2,00%.
Por outro lado, as expectativas para o câmbio recuaram. A previsão para o dólar em 2026 caiu para R$ 5,30, após duas semanas de queda. Para 2027, a estimativa recuou para R$ 5,35, enquanto para 2028 e 2029 as projeções foram ajustadas para R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente.
Foto: José Cruz/Agência Brasil