

A força da palavra como cuidado, escuta e transformação ganha espaço na programação do Studio Palma durante a Bienal do Livro Bahia. Entre os destaques, o encontro “Biblioterapia e Escrita Terapêutica” convida o público a experimentar a literatura para além da leitura, explorando seu papel no universo terapêutico e do desenvolvimento pessoal. Um encontro sobre Biblioterapia e Escrita Terapêutica está marcado para o dia 17 de abril, das 11h às 12h, no estande do Studio Palma (ASA A – 14). A Roda de Conversa contará com a participação da jornalista e escritora Fernanda Carvalho e da terapeuta e escritora Crys Mendes. No centro das discussões, uma imersão sobre como leitura e escrita podem atuar como ferramentas de cuidado emocional.
A Biblioterapia, prática que utiliza a literatura como ferramenta terapêutica, tem conquistado cada vez mais espaço em contextos diversos, escolas, hospitais, empresas, ONGs. Por meio de vivências conduzidas, a metodologia promove bem-estar emocional, desenvolvimento pessoal e fortalecimento das relações interpessoais. “As vivências de biblioterapia são momentos de acolhimento e reconstrução pessoal e coletiva. Em encontros temáticos, os textos trabalhados são cuidadosamente selecionados. As histórias, sejam reais ou ficcionais, funcionam como janelas e também como espelhos. Ao mesmo tempo em que nos vemos nos personagens, conseguimos enxergar novas possibilidades de existência. É um movimento terapêutico, sutil e potente, porque acolhe, organiza emoções e amplia repertórios internos”, afirma a escritora Fernanda Carvalho.
Já a Escrita Terapêutica é uma prática que utiliza a linguagem escrita como uma ferramenta de autoconhecimento, expressão emocional e autocura. Através do ato de escrever, é possível expressar sentimentos, experiências e pensamentos, trazendo maior compreensão a cerca de si mesmos e de suas emoções. “É um caminho de autopercepção e autotransformação. O foco da prática está na escrita livre, sem regras gramaticais, sem juízo de valor, utilizada como um exercício terapêutico que atua como modulador do equilíbrio psíquico, na autoregulação emocional e estruturação cognitiva”, explica a terapeuta e escritora Crys Mendes.
Diversidade na programação
A programação do Studio Palma durante toda a Bienal inclui atividades voltadas para diferentes públicos, desde crianças a adultos, reunindo lançamentos, sessões de autógrafos, muitas outras rodas de conversa e mediações de leitura. “A proposta é valorizar a diversidade da produção literária baiana e ampliar o acesso à leitura em suas múltiplas formas. Todas as atividades são gratuitas e, o público, mais que bem-vindo”, convida a fundadora do Studio Palma e curadora literária Ester Figueiredo, que promoverá debate sobre mercado editorial, abrindo espaço para importantes discussões sobre processos de curadoria para obras e também eventos literários.
A abertura do estande do Studio Palma, no dia 15 de abril, celebra o lançamento do selo Edições Palma, reunindo cerca de vinte obras produzidas em coedição com editoras parceiras. Ao longo dos dias, o público poderá participar de sessões de autógrafos, encontros com autores e atividades de mediação de leitura que percorrem todo o catálogo da editora. O encerramento da participação acontece no último dia da Bienal, com um momento dedicado às escritoras agenciadas, celebrando a produção literária e o encontro com leitores.
A diversidade também se destaca na programação com a participação de Nilton Milanez, que promove encontros com o público a partir de suas obras, conduzindo mediações de leitura voltadas às vivências e às temáticas LGBTQIA+. Outro ponto alto da agenda é o lançamento da obra ‘Fios discursivos sobre o processo da leitura e da escrita na alfabetização’, de autoria da professora aposentada e escritora Márcia Mendes, que acontece no dia 17 de abril, às 17h, no estande do Studio Palma. A autora propõe uma reflexão sobre os caminhos da alfabetização, conectando leitura, escrita e práticas educativas a partir de uma perspectiva sensível e crítica. “Nessa perspectiva, a literatura também ganha um espaço, não didatizado, dentro do trabalho de leitura e escrita no contexto dos anos iniciais à luz de uma lógica que respeita as experiências de diferentes sujeitos: crianças e suas diferentes infâncias e professoras”, conclui Márcia Mendes.
Escritoras Ester Figueiredo, Márcia Mendes, Crys Mendes e Fernanda Carvalho/Divulgação



