

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o controle de preços não é uma solução eficaz para conter a alta nas passagens aéreas no Brasil. Segundo ele, experiências em países com mercados mais fechados, como Colômbia e Bolívia, mostram que a intervenção direta pode reduzir a competitividade e resultar em tarifas ainda mais elevadas.
O ministro destacou que o setor aéreo é altamente sensível a fatores como o câmbio e oscilações internacionais, o que impacta diretamente os custos das companhias.
Para amenizar os efeitos da alta, o governo federal anunciou medidas como a criação de linhas de crédito de até R$ 9 bilhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da isenção de impostos sobre o querosene de aviação.
Também foi definida a prorrogação do prazo para pagamento de tarifas de navegação aérea e a criação de mecanismos para reduzir o impacto das variações no preço dos combustíveis. Segundo o governo, o objetivo é manter o crescimento do acesso da população ao transporte aéreo.
Foto: Reprodução