

A Copa do Mundo está chegando, e o Brasil tem motivos para se preocupar. Com o ciclo preparatório encerrado, a Seleção Brasileira fica em 39º no ranking de desempenho e tem o pior aproveitamento entre todas as seleções cabeças de chave do torneio.
Desde a eliminação nas quartas de final da Copa de 2022, para a Seleção da Croácia, o Brasil disputou 35 partidas, somando 15 vitórias, 10 empates, 10 derrotas, 58 gols marcados e 39 gols sofridos.
O aproveitamento é de apenas 52,4%, número que coloca a seleção apenas na 39ª posição entre as 48 classificadas para o Mundial.
Pior entre os favoritos
Entre os cabeças de chave, o contraste é ainda mais evidente. A Seleção Argentina lidera com 83,8% de aproveitamento, embalada por título da Copa América de 2024 e liderança nas Eliminatórias.
Outras seleções também aparecem bem à frente, como a Espanha, com 81,2%, a França, com 71,9%, e a Inglaterra, com 72,6%. O Brasil, por outro lado, supera apenas nove seleções classificadas no ranking geral de desempenho.
Desempenho na América do Sul
Mesmo enfrentando adversários semelhantes nas Eliminatórias, o Brasil ficou atrás de várias seleções da CONMEBOL. Na América Latina, a Argentina tem 83,8% de aproveitamento, a Colômbia tem 66,7%, o Equador tem 56,8% e o Uruguai tem 55,3%. A campanha terminou com a Seleção Brasileira apenas na quinta colocação, com 28 pontos, desempenho abaixo até do ciclo de 2002, ano do penta, quando havia sido terceira.
Ciclo anterior
Em relação ao período pré-Copa de 2022, o contraste é grande. Sob comando de Tite, o Brasil teve 50 jogos, 37 vitórias, 10 empates e apenas 2 derrotas, somando 80,7% de aproveitamento, o que marca uma queda de 28,3% para a Copa de 2026. Além disso, foi campeão da Copa América de 2019 e líder das Eliminatórias. No entanto, mesmo com desempenho abaixo, o Brasil segue como cabeça de chave e uma das seleções mais respeitadas do torneio, precisando provar em campo que pode transformar um ciclo irregular em uma campanha competitiva na Copa.
Ranking de aproveitamento:
(A Tarde)
Foto: FRANCK FIFE | AFP