

A Seleção Brasileira contou com o brilho de um baiano para vencer a Croácia na noite desta terça-feira (31) e amenizar a péssima imagem deixada na derrota para a França cinco dias antes. Com grande atuação de Danilo, natural de Salvador, abriu o placar, além dos gols de Igor Thiago e Gabriel Martinelli, o Brasil superou os croatas por 3×1, no Camping World Stadium, em Orlando.
Apesar de ainda apresentar oscilações, a equipe comandada por Carlo Ancelotti mostrou evolução em relação ao jogo anterior, especialmente na reta final do primeiro tempo, quando dominou as ações e criou as principais oportunidades. Na etapa final, a Seleção adotou uma postura mais reativa, chegou a sofrer o empate, mas demonstrou poder de reação e garantiu a vitória com eficiência ofensiva.
Agora, os jogadores retornam aos seus respectivos clubes e aguardam a divulgação da lista definitiva de convocados para a Copa do Mundo, marcada para o dia 18 de maio. Já com o elenco fechado, a Seleção encara o Panamá, dia 31 do mesmo mês, no Maracanã, e o Egito, nos Estados Unidos, em 6 de junho, em amistoso que servirá como último teste antes da estreia contra o Marrocos, no dia 13.
Com seis mudanças em relação ao time que perdeu para a França, o Seleção Brasileira começou a partida um pouco perdido em campo e com muita dificuldade na saída de bola. A Croácia nem pressionava tão alto, mas, com os dois laterais mais presos, o time brasileiro encontrava dificuldades para construir jogadas e avançar no campo. Enquanto isso, os croatas conseguiam superar a marcação com facilidade e rondavam com frequência a área, embora sem criar grande perigo ao gol defendido por Bento.
O panorama da partida mudou por volta dos 20 minutos, quando o soteropolitano Danilo passou a participar mais do jogo, se desprendendo de Casemiro e aparecendo com maior frequência no ataque. Atuando como elemento surpresa na área adversária, o volante do Botafogo de Futebol e Regatas recebeu passe de Vinícius Júnior e finalizou no contrapé de Livakovic, que conseguiu se recuperar e fazer grande defesa. O lance deu confiança ao Brasil, que passou a se encontrar em campo, aumentou a intensidade na marcação, encurralou a Croácia e começou a criar uma sequência de oportunidades.
Na jogada seguinte, após falta muito perigosa sofrida por Luiz Henrique, Danilo apareceu novamente em boa posição para participar de uma jogada ensaiada com Matheus Cunha, que finalizou com perigo, mas viu a bola desviar na defesa. Pouco depois, o atacante do Manchester United Football Club voltou a aparecer bem ao dar um ótimo passe em profundidade para João Pedro, que saiu cara a cara com o goleiro, tentou a finalização na saída, mas parou em uma defesa providencial de Livakovic com os pés.
Após um primeiro tempo muito superior ao desempenho apresentado contra a França, o Brasil caminhava para o intervalo com o empate, apesar de já merecer estar em vantagem. No entanto, fazendo justiça ao que produziu, a Seleção abriu o placar aos 46 minutos, com um contra-ataque de almanaque. Ainda no campo defensivo, Matheus Cunha lançou Vinícius Júnior, que avançou até a área, passou por três marcadores e serviu Danilo. O volante chegou finalizando de primeira e acertou o ângulo, marcando um belo gol.
A Seleção Brasileira voltou para o segundo tempo com uma postura mais reativa, entregando a posse de bola à Croácia e apostando nos contra-ataques. A estratégia já havia sido destacada por Carlo Ancelotti na coletiva pré-jogo, ao afirmar que o Brasil precisaria saber se defender bem e adotar um estilo mais pragmático para ter sucesso na Copa. Nesse “teste” sem a bola, a equipe foi segura durante boa parte do tempo, sem sofrer grandes sustos, mas encontrou dificuldades para encaixar contra-ataques, especialmente após as substituições promovidas pelo treinador.
A solidez defensiva, porém, foi por água abaixo aos 38 minutos. Em um lance de desatenção coletiva, principalmente do goleiro Bento, a Croácia chegou ao empate. Fruk avançou pela direita e encontrou Majer, que apareceu entre Marquinhos e Danilo. O meia finalizou rasteiro para o gol vazio após a saída equivocada do arqueiro brasileiro.
Apesar do golpe, o Brasil reagiu rapidamente impulsionado pelo talento de Endrick. Aos 40 minutos, o jovem atacante sofreu pênalti de Sutalo e cedeu a cobrança para Igor Thiago, que deslocou Livakovic e recolocou a Seleção em vantagem, silenciando as vaias da torcida presente no estádio. Já nos acréscimos, Endrick voltou a ser decisivo ao puxar um contra-ataque e servir Gabriel Martinelli, que finalizou cruzado de esquerda para marcar o terceiro gol e dar números finais à partida: 3×1 para o Brasil.
foto= Crédito: André Durão/ Estadão Conteúdo



