

O Ministério do Turismo abriu, nesta segunda-feira (30), novo cadastramento para agências interessadas em atender turistas chineses. A iniciativa acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros.
A medida busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico. O chamamento público é voltado a agências de viagens e turismo que desejam atuar no planejamento e na recepção de grupos vindos da China. As inscrições podem ser realizadas exclusivamente de forma online até o dia 17 de abril. O chamamento pode ser conferido neste link.
Para participar, as empresas devem estar devidamente cadastradas e regularizadas no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, além de concordar com os termos do acordo bilateral firmado entre os países. Também é necessário aceitar o Termo de Responsabilidade e solicitar a inscrição no sistema ADS China, que regulamenta o envio de grupos turísticos chineses ao exterior.
O resultado da seleção está previsto para ser divulgado no dia 27 de abril, tanto no Diário Oficial da União (DOU) quanto no portal do Ministério do Turismo na internet. As empresas habilitadas terão validade de um ano para atuação, enquanto aquelas já aprovadas em chamamento anterior recente estarão dispensadas de nova inscrição.
“O fortalecimento das relações turísticas entre Brasil e China ganha mais um impulso com a abertura dessa nova frente de atuação para o setor privado”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que ressaltou a celebração do Ano Cultural Brasil-China em 2026.
“A iniciativa representa mais um passo na estratégia de internacionalização do turismo brasileiro, ao criar condições para ampliar a presença de visitantes chineses no país e fortalecer a cooperação bilateral. Ao incentivar a qualificação e a organização do setor, o Ministério do Turismo contribui para tornar o Brasil ainda mais preparado para receber turistas de diferentes partes do mundo”, afirmou o ministro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil