terça, 31 de março de 2026
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PREÇO DO PEIXE SOBE NA SEMANA SANTA 2026 E PRESSIONA ORÇAMENTO DAS FAMÍLIAS

Bruna Carvalho - 31/03/2026 11:35 - Atualizado 31/03/2026

O consumidor brasileiro deve enfrentar preços mais altos do peixe na Semana Santa de 2026, em meio à elevação dos custos de produção e logística que impactam toda a cadeia de pescados. Mesmo sem os aumentos bruscos registrados em 2025, os valores seguem pressionados e acompanham o custo de vida.

A alta está ligada principalmente aos gastos da aquicultura, setor responsável pela criação de espécies como tilápia e tambaqui. A alimentação dos peixes representa a maior fatia do custo, o que encarece o produto final ao consumidor.

Além disso, o transporte rodoviário — impactado por combustível e manutenção — contribui para elevar os preços, especialmente no deslocamento entre regiões produtoras e grandes centros urbanos.

No segmento de maior valor, produtos importados como salmão chileno e bacalhau norueguês continuam sujeitos à variação do dólar, mantendo-se como opções mais caras e restritas. Esse cenário limita repasses de queda vistos em outras proteínas e leva comerciantes a adotarem estoques mais controlados.

Apesar do cenário, o setor projeta crescimento nas vendas durante a Quaresma, apostando em compras antecipadas para reduzir impactos ao consumidor.

Para o restante de 2026, a tendência é de manutenção dos preços em patamar elevado. A Semana Santa deve funcionar como indicativo do comportamento do consumo, diante da pressão no orçamento das famílias.

Foto:  Jefferson Peixoto / Secom PMS

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