

A Bahia participou de um dos estudos mais promissores do mundo na prevenção do HIV: o desenvolvimento do Lenacapavir, um medicamento injetável de longa duração. Atualmente, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) exige uma pílula diária, o que muitas vezes compromete a eficácia devido ao “esquecimento” ou cansaço do paciente. O Lenacapavir muda o jogo: é uma injeção subcutânea aplicada apenas duas vezes ao ano. No organismo, ele forma um pequeno nódulo (polímero) que libera a droga gradualmente por seis meses. O estudo Purpose 2, conduzido na Fundação Bahiana de Infectologia, contou com a participação de quase 100 voluntários e apresentou resultados que a comunidade científica classificou como “extraordinários”.
“[O estudo] Foi publicado no final de 2024 pelo New England Journal of Medicine, que é uma das revistas mais importantes do mundo em publicações científicas em medicina, e foi considerada pela revista Science como o artigo do ano. Isso porque mostrava de uma maneira única que uma medicação era capaz de praticamente evitar que houvesse transmissão do HIV com uma injeção a cada seis meses”, disse Carlos Brites, professor titular de Infectologia da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB-UFBA) e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Infectologia (LAPI) do Hupes/UFBA.
O estudo multicêntrico, com participação internacional e centros brasileiros, incluindo a Bahia, apresentou resultados impressionantes:
(Com informações do Jornal A Tarde)