quinta, 26 de março de 2026
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EM PRÉ-CAMPANHA, LULA DEFENDE PLANO ECONÔMICO PARA REDUZIR ENDIVIDAMENTO E CRITICA CONSUMO EXCESSIVO

VICTOR OLIVEIRA - 26/03/2026 14:41

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (26) que solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a elaboração de medidas para enfrentar o alto nível de endividamento da população brasileira, que atingiu 80,2% em fevereiro, o maior índice desde o início da série histórica, em 2010.

Durante agenda em Anápolis (GO), ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente destacou que a intenção do governo não é impedir o acesso ao crédito, mas criar mecanismos que facilitem o pagamento das dívidas já existentes.

Segundo Lula, o país vive um momento econômico positivo, com indicadores favoráveis como baixa taxa de desemprego, crescimento do emprego formal e bons resultados na produção e nas exportações. Apesar disso, ele ressaltou que o elevado nível de endividamento ainda gera preocupação.

O presidente também alertou sobre os riscos do consumo descontrolado, impulsionado pela facilidade de ferramentas digitais como pagamentos instantâneos, cartões de crédito e compras por aplicativos. De acordo com ele, pequenos gastos ao longo do mês acabam se acumulando e comprometendo o orçamento das famílias.

Lula ponderou, no entanto, que nem todo endividamento é prejudicial. Para ele, financiamentos voltados à aquisição de bens como imóveis ou veículos podem representar investimentos importantes para o crescimento financeiro das pessoas, desde que estejam dentro da capacidade de pagamento.

A declaração ocorre em meio ao cenário de pré-campanha, com o governo buscando priorizar pautas econômicas que tenham impacto direto na renda e no cotidiano da população. A expectativa é que iniciativas relacionadas a crédito e renegociação de dívidas ganhem destaque nos próximos meses.

O presidente também comentou o aumento nos preços dos combustíveis, criticando reajustes considerados indevidos em meio a tensões internacionais. Segundo ele, conflitos externos não deveriam justificar aumentos nos postos brasileiros e afirmou que o governo continuará atuando para evitar impactos diretos no bolso dos consumidores.

Foto:  Ricardo Stcukert/PR

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