

O crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) nos Estados Unidos está projetado para moderar de 2% em 2026 para 1,7% em 2027, à medida que o forte investimento relacionado à inteligência artificial (IA) é gradualmente compensado por uma desaceleração no crescimento da renda real e nos gastos do consumidor, aponta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório publicado nesta quinta-feira.
A organização aumentou as perspectivas de crescimento dos EUA em 0,3 pontos porcentuais (p.p) para este ano, mas diminuiu em 0,2 p.p. o crescimento para 2027, em relação ao relatório de dezembro.
O recente avanço nos preços globais de energia e as ameaças às cadeias de suprimentos estão ocorrendo em um momento de inflação acima da meta, alerta a OCDE, que aumentou a projeção para a inflação americana neste ano em 1,2 p.p., a 4,2%. Para o próximo ano, a expectativa caiu 0,7 p.p., a 1,6%. Preços de energia mais altos podem ainda incentivar uma maior produção de energia doméstica, apesar da incerteza geopolítica e política em andamento, ressalta o relatório.
Além disso, mudanças nas tarifas bilaterais dos EUA desde meados de novembro reduziram a taxa de tarifa efetiva sobre as importações de mercadorias americanas de 14% para 9,9%, na comparação com a análise de dezembro da organização.
No quesito de política monetária, a OCDE espera que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros inalteradas durante o restante de 2026 e 2027, refletindo o aumento da inflação geral no curto prazo, com a inflação subjacente projetada para permanecer acima da meta até 2027 e o sólido crescimento projetado para o PIB.
(Foto: Pixabay)
Estadão Conteúdo