

“O lucro não é o fim, mas o resultado de uma função social bem cumprida.” Para Pedro Tarak, estrategista argentino e um dos nomes mais influentes da nova economia, essa premissa deixou de ser apenas um lema empresarial para se tornar o alicerce de uma mudança sistêmica global. O cofundador do Sistema B revelou que o foco, que por anos esteve na identidade das empresas, agora se expande para os territórios. É a evolução da “empresa de impacto” para o “ecossistema de impacto”.
A jornada de Tarak rumo à transformação econômica ganhou corpo após a crise financeira de 2008. Ao observar a convergência entre a brecha econômica e a crise ecológica, ele percebeu que as estruturas tradicionais, como o sistema das Nações Unidas, possuíam limitações inerentes por dependerem exclusivamente dos Estados-Nacionais.
“Minha resposta foi buscar outro andar: o mercado, as empresas e a economia”, explica Tarak. Foi desse impulso que, inspirado em B Lab e com outros parceiros, nasceu o Sistema B em 2012, com o objetivo de criar uma “nova genética empresarial”. No entanto, o aprendizado da última década mostrou que mudar a empresa isoladamente não basta. É preciso mudar o ecossistema que a rodeia: investidores, governos, academia e sociedade civil.
Um dos pilares centrais da atuação de Tarak hoje é o projeto RITA (Regional Impact Trade Alliance, na sigla em inglês). Criado em 2020, o sistema funciona como uma evolução natural do Sistema B: enquanto o primeiro certifica empresas, a RITA busca qualificar territórios inteiros, como cidades, províncias ou biorregiões e nações pequenas, que elevam seu propósito econômico para o bem comum como uma nova competitividade sustentável dos territórios.
Para Tarak, a RITA é a resposta para os gargalos atuais do impacto. O projeto propõe que regiões de até 5 milhões de habitantes se organizem de forma multi-stakeholder para promover inovações micro e macroeconômicas. Isso inclui desde compras públicas que favoreçam empresas de impacto até a redefinição de indicadores de sucesso, como um “novo PIB” que reconheça ativos e passivos socioambientais. “A confiança é a base dos negócios. O comércio internacional nasceu para a paz e para a interdependência, não para ser uma quebra de braços de força militar ou comercial”, afirma o estrategista.
A teoria de Tarak já ganha materialidade em parcerias concretas. Um exemplo emblemático é a colaboração entre o Sinal do Vale, um biohub flagship da ONU, fundado em 2011, que promove uma bioeconomia regenerativa na biorregião da Serra da Estrela, na Baía de Guanabara, a 50 km do centro do Rio de Janeiro, e parceiros na Itália. Através da rede RITA, ABOCA, uma empresa farmacêutica italiana investiu na produção de acerola verde na Mata Atlântica fluminense, promovendo a regeneração do bioma e a integração social local para garantir uma matéria-prima de alto valor biológico.
É essa lógica de colaboração entre “lugares concretos” que Tarak vê como o futuro: territórios econômicos que se encontram pelo propósito comum de regeneração, independentemente das fronteiras nacionais.
Pedro Tarak no Impacta Mais
Para quem deseja mergulhar mais fundo nessas estratégias de transformação sistêmica, uma oportunidade imperdível se aproxima. Pedro Tarak estará no Brasil como um dos principais palestrantes convidados do Impacta Mais, principal fórum brasileiro dedicado à economia, negócios e investimentos com propósito, que será realizado nos dias 20 e 21 de maio, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo.
O evento promete ser um marco para o ecossistema brasileiro de impacto. Na ocasião Tarak, conjuntamente com João Bernardo Casali da Nativa, conduzirá um workshop prático, focado justamente na implementação da lógica RITA e na evolução das empresas para territórios de impacto com governança multistakeholder.
“Essa é uma oportunidade para as empresas criarem valor integral social, ambiental, cultural e também econômico para competir para o mundo, não só para os acionistas e os investidores, mas para os colaboradores, os fornecedores, os clientes, outras comunidades, para o meio ambiente”, afirma Tarak.
Reconhecido como um dos encontros mais relevantes do ecossistema nacional, o Impacta Mais chega à sua maior edição em 2026, reunindo investidores, empresas, governos, institutos, fundações, empreendedores, universidades e lideranças territoriais de todo o país e terá uma programação com debates estratégicos, palestras inspiradoras, oficinas práticas, feira de negócios e espaços de conexão.
Os ingressos são limitados e já estão disponíveis no impactamais.com .
SERVIÇO – Ingressos Disponíveis para o Impacta Mais 2026
Quando: 20 e 21 de maio de 2026
Onde: Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo
Quanto: R$ 225 (pessoa física), além de opções de meia-entrada, ingresso solidário e ingresso popular
Mais Informações: impactamais.com