segunda, 23 de março de 2026
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‘DEIXOU O PT DESNORTEADO’, DIZ CACÁ LEÃO SOBRE POSSÍVEL CHEGADA DE ZÉ COCÁ À CHAPA DE ACM NETO

João Paulo - 23/03/2026 15:00 - Atualizado 23/03/2026

O presidente do Progressistas de Salvador e secretário de Governo da capital, Cacá Leão, afirmou que o avanço das articulações para que o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), seja o candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil) tem provocado “desorientação” no grupo governista na Bahia. Para Cacá, uma prova disso são os recentes ataques de lideranças ligadas ao PT contra o prefeito.

“Zé Cocá é um amigo de uma vida e o que lhe sobra é lealdade. Está muito claro que a possível confirmação dele na chapa de Neto deixou os petistas completamente desnorteados. Até pouco tempo, o próprio governador Jerônimo Rodrigues e integrantes do governo tentaram se aproximar dele, fizeram promessas faraônicas, como têm feito com vários outros prefeitos nos quatro cantos da Bahia, mas nada disso foi cumprido”, declarou.

Pré-candidato a deputado federal, Cacá também criticou o que classificou como incoerência no tratamento dado a Zé Cocá por lideranças do governo do PT na Bahia. De acordo com ele, quando havia a possibilidade de o prefeito se alinhar ao grupo petista, ele era tratado como uma liderança importante no cenário estadual. Agora, com o avanço das conversas para integrar a chapa de ACM Neto, passou a ser alvo de ataques desrespeitosos.

“O que fica evidente é que a preocupação deles sempre foi política, política e política. Não há compromisso com entregas reais, com melhorias para a vida das pessoas. O objetivo era atrair apoio para fortalecer o projeto deles, que, diga-se de passagem, está enfraquecido enquanto nosso estado anda para trás”, reforçou.

Nos últimos dias, nomes como o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o senador Jaques Wagner (PT) e o senador Otto Alencar (PSD) fizeram críticas públicas ao prefeito de Jequié, chegando a questionar o alcance de sua liderança no estado.

Para Cacá Leão, a reação em sequência evidencia o impacto político da possível entrada de Zé Cocá na chapa oposicionista para as eleições de 2026. “Quem tem histórico de traição não somos nós, não é Zé Cocá. Esses ataques só confirmam que eles estão preocupados. Quando começam a agir assim, é porque sabem da força política que está sendo construída do outro lado”, salientou.

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