O Ibovespa teve nesta segunda-feira (23) sua maior alta diária em dois meses, subindo 3,24% e fechando aos 181.931 pontos. O dólar recuou 1,29%, cotado a R$ 5,24, refletindo a redução do risco global após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito envolvendo Irã e Israel.
A movimentação foi impulsionada pelo forte recuo do petróleo, com o Brent caindo 10,91% a US$ 99,94 e o WTI recuando 10,28% a US$ 88,13, diante da expectativa de adiamento de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas.
Entre as ações, destaque positivo para a Hapvida (HAPV3), que subiu 9,04%, enquanto PRIO3 e BRAV3 registraram leves quedas.
Especialistas destacam que o movimento reflete um alívio tático de curto prazo, e não uma mudança estrutural do cenário geopolítico. Para analistas, a alta demonstra a sensibilidade dos mercados a sinais de redução de risco imediato, mesmo diante da negativa de negociações por parte do Irã.
No exterior, o fundo EWZ, que acompanha ações brasileiras negociadas fora do país, avançou mais de 5%, enquanto o EEM, de mercados emergentes, recuou 2,23%, indicando maior apetite por risco no mercado brasileiro.
O cenário reforça a percepção de cautela: apesar do otimismo momentâneo, a trajetória do conflito e seus impactos sobre commodities e mercados financeiros continuam sendo acompanhados de perto pelos investidores.
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