quinta, 19 de março de 2026
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PROPOSTA QUE CRIA PISO NACIONAL PARA SETOR DE SERVIÇOS PODE DIMINUIR A COMPETITIVIDADE DO TURISMO NA BAHIA, DIZ ECONOMISTA    

João Paulo - 19/03/2026 13:00

Os trabalhadores do comércio, serviços e turismo de todo o Brasil podem ter um piso salarial nacional. A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados, na capital federal. O texto prevê um valor de R$ 2.500 para uma jornada de 40 horas semanais.

Está previsto ainda um valor maior, de R$ 2.750, para profissionais que comprovarem qualificação técnica, conforme noticiou o Congresso em Foco. Neste caso, o trabalhador deverá ter concluído ao menos 160 horas de cursos de capacitação, oferecidos pelo Senac ou por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), para receber o piso qualificado. A proposta integra a Política Nacional de Valorização do Comerciário.

Em entrevista ao portal Bahia Econômica, o professor de finanças da Faculdade Estácio, Jeferson Carvalho, explicou que a criação do piso pode gerar uma rápida elevação nos custos do empresário do turismo no estado, trazendo a necessidade subida abrupta nos preços dos serviços prestados, o que pode gerar uma quebra de competitividade.

“A criação de um piso salarial de R$ 2.500 gera um fenômeno que chamamos em economia de “preço mínimo” acima do valor de mercado. No setor de serviços e turismo da Bahia, onde o custo de vida e a produtividade média podem diferir de grandes centros urbanos, esse valor pode representar um choque de custos. Quando o custo do trabalho sobe rapidamente sem um aumento correspondente na produtividade ou no preço final do serviço, as empresas enfrentam uma compressão de margem. No turismo, um setor com demanda elástica (ou seja, o consumidor é muito sensível ao preço), os estabelecimentos baianos podem ter dificuldade em repassar esse custo para os turistas, o que pode reduzir a competitividade do estado frente a outros destinos turísticos”, explicou o professor.

Também em entrevista ao portal, o presidente do Sindicato dos Lojistas do Estado da Bahia, Paulo Mota, informou que o projeto deveria ter a participação dos sindicatos e não apenas do poder público. Segundo Paulo, o trabalhador do comércio quando quer alguma demanda procura o sindicato para representa-lo, por isso existe a necessidade dos sindicatos participarem de projetos como esses.

Veja aqui a entrevista completa

Imagem de digasalinas por Pixabay

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