

deputada federal Erika Hilton presidiu nesta quarta-feira (18) sua primeira sessão à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, marcada por tensão e embates com parlamentares da oposição.
Eleita para o cargo na semana passada, Hilton conduz uma mesa diretora formada por Laura Carneiro (1ª vice-presidente), Delegada Adriana Accorsi (2ª vice-presidente) e Socorro Neri (3ª vice-presidente). Todas receberam 11 votos, com dez votos em branco em cada posto.
Durante a sessão, a deputada Chris Tonietto questionou declarações anteriores de Hilton, interpretadas como ofensivas, defendendo uma moção de repúdio. A deputada Any Ortiz também criticou decisões da presidência sobre requerimentos e a rejeição de propostas na comissão.
Em resposta, Erika Hilton negou que suas falas tivessem como alvo outras deputadas ou mulheres na Câmara. Ela esclareceu que suas críticas foram direcionadas a ataques recebidos nas redes sociais, especialmente comentários transfóbicos e ofensivos.
“Eu não me referi a mulheres, eu não me referi a deputadas. Me referi a uma onda de ataques que estava acontecendo e ainda está. Falei do esgoto da internet que me atacava e segue atacando. São pessoas que ameaçam, que propagam transfobia e dizem que eu não mereço estar no Parlamento”, afirmou Hilton.
A parlamentar reforçou que o termo “imbecis” foi usado para descrever autores desses ataques online. “Faço referência aos misóginos, aos transfóbicos e aos ‘imbecis’. Essas pessoas são o esgoto da sociedade e rebaixam o debate público”, completou.
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