

A expectativa era alta, mas a noite não foi verde e amarela em Los Angeles. Apesar do prestígio internacional e de ter sido uma das obras mais comentadas da temporada, ‘O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado pelo baiano Wagner Moura, encerrou sua jornada no Oscar 2026, neste domingo, 15, sem conquistar nenhum dos prêmios a que concorria.
O longa brasileiro amargou derrotas em todas as quatro categorias: Wagner Moura, que foi um dos apresentadores da cerimônia, perdeu a estatueta de Melhor Ator para Michael B. Jordan, de ‘Pecadores’, enquanto o troféu de Melhor Elenco ficou com ‘Uma Batalha Após A Outra’. Nas premiações principais, o Oscar de Melhor Filme Internacional foi para ‘Valor Sentimental’, e ‘Uma Batalha Após A Outra’ foi o grande vencedor da noite em Melhor Filme.
Curiosamente, O Agente Secreto se igualou a outro grande clássico do cinema brasileiro: ‘Cidade de Deus (2002)’. O filme de Fernando Meirelles e Kátia Lund também foi indicado ao Oscar em quatro categorias e perdeu. Na época, a maioria das nomeações foram técnicas: Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição/Montagem e Melhor Fotografia.
Apesar da ausência de estatuetas, o impacto de O Agente Secreto é indiscutível e os números provam isso. Ao longo de sua trajetória, o filme acumulou cerca de 70 prêmios e distinções internacionais, consolidando-se como um fenômeno global de crítica em um momento singular do cinema brasileiro, iniciado no ano anterior com as vitórias de Fernanda Torres e de ‘Ainda Estou Aqui’.
Entre os principais reconhecimentos que coroam a obra de Kleber Mendonça Filho, destacam-se:
Ambientado no Brasil de 1977, em plena ditadura militar, O Agente Secreto acompanha Marcelo, um professor universitário que tenta reconstruir a própria vida em Recife enquanto é atravessado por um ambiente de vigilância constante, violência política e paranoia institucional. A narrativa densa e o tom político do longa foram amplamente elogiados pela crítica internacional. (A Tarde)
Foto: Divulgação