

A noite deste sábado (14) na Livraria Leitura do Salvador Shopping não foi apenas um evento de autógrafos, mas um ponto de encontro para celebrar o que a escritora e psicanalista Mariana Rodrigues chama de “abrigo emocional”. O lançamento de “O Amor que Escolhemos: A Força da Amizade Feminina” reuniu leitores, amigos e figuras públicas para um debate necessário sobre autonomia, apoio mútuo e a desconstrução da rivalidade entre mulheres. Para Mariana, o livro é fruto de um momento de dor e recomeço. “Não é um livro sobre dor. É um livro que trabalha a força que apenas as minhas amigas conseguiram me trazer”, explicou a autora durante o evento. “Mulheres unidas são mais difíceis de derrubar. Espero que elas se reconheçam e entendam que não fomos criadas para rivalizar, mas para sermos força, porque em todas as crises da vida de uma mulher, é sempre uma amiga que chega primeiro.”
Sororidade na prática
Questionada sobre o termo “sororidade”, Mariana Rodrigues, enquanto psicanalista, defendeu que a palavra precisa sair do campo acadêmico para ganhar consciência real. “Meu papel é abrir os olhos através da letra. Muitas mulheres acham que nunca tiveram uma amiga assim, mas talvez elas só não tenham sido conscientizadas sobre isso ainda”, refletiu. A autora também ressaltou que o fortalecimento feminino não deve ser visto como uma declaração de guerra aos homens, mas como um convite à parceria. “Uma mulher forte precisa de um homem forte ao lado dela, que não tenha medo do seu brilho e a incentive. Quando uma mulher cresce, todo mundo cresce junto, e as famílias se fortalecem”.
O papel do homem e a independência feminina
O evento contou com a presença do deputado estadual Paulo Câmara, que destacou a importância da obra para a estrutura da sociedade e da democracia. Em sua fala, Câmara pontuou que o fortalecimento dos círculos femininos é um antídoto contra a violência doméstica, muitas vezes alimentada pela dependência financeira e emocional. “A independência da mulher é essencial para uma democracia e para o convívio familiar. O suporte das amizades dá o amparo emocional que a mulher precisa para não estar conectada apenas aos amigos do homem, como ditava uma sociedade machista do passado”, afirmou Paulo Câmara. Ele ainda elogiou a abordagem da autora: “Achei muito importante a frase dela sobre a conexão feminina e a importância de não estar na dependência do homem. O livro relata uma realidade que poucas pessoas percebem.”
Sobre a obra
Editado pela Castello, com 98 páginas e prefácio de Célia Penariol , “O Amor que Escolhemos” é o primeiro lançamento físico de Mariana, que já assina títulos voltados à diversidade e educação emocional.
Fotos: Eduardo Mafra/ Divulgação



