

Após a demissão de Bruno Ferrari do cargo de CEO da Oncoclínicas, na quinta-feira (5), a empresa anunciou que o atual Chief Medical Officer (CMO), oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira, assumirá o comando de forma interina.
Em nota, o novo CEO afirmou, “Vamos avançar na simplificação da estrutura, no ganho de eficiência operacional e na preservação do padrão assistencial que define a Oncoclínicas.”
Trajetória do novo CEO
Carlos Gil Moreira Ferreira possui extensa experiência na área oncológica. Ele já atuou no Instituto Nacional de Câncer (INCA), na Comissão Científica da Anvisa, na coordenação de projetos de rede do Ministério da Saúde e presidiu a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
O médico ingressou na Oncoclínicas em 2018 como CMO e também preside o Instituto Oncoclínicas, associação sem fins lucrativos voltada à pesquisa e educação em tratamento do câncer.
Contexto financeiro e expectativa de liderança
A mudança no comando ocorre em um momento de forte crise financeira da empresa. No terceiro trimestre de 2025, a Oncoclínicas reportou prejuízo de R$ 1,88 bilhão, contra lucro de R$ 3,1 milhões no mesmo período do ano anterior. Em relatório, o Santander estimou um prejuízo líquido de R$ 2,163 bilhões para o ano.
Antes da saída de Bruno Ferrari, o estudo do Santander apontava a atual vice-presidente executiva, Camille Faria, como possível próxima CEO. Faria foi eleita para a vice-presidência executiva no mês passado e, segundo a empresa, lidera iniciativas de otimização de processos, fortalecimento da governança e aprimoramento da estrutura operacional.
Após o anúncio, as ações da Oncoclínicas chegaram a avançar cerca de 1,40% por volta das 10h47 desta sexta-feira (6), mas acumulam queda de 20% no ano e de 57,25% em 12 meses.
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