O Brasil começou a oferecer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um tratamento inédito contra a malária em crianças, tornando-se o primeiro país do mundo a disponibilizar a tafenoquina em formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pacientes com peso entre 10 kg e 35 kg. A iniciativa visa ampliar o controle da doença, considerando que o público infantil concentra cerca de metade dos casos registrados no país.
A distribuição do medicamento começou de forma gradual, com prioridade para territórios indígenas na região Amazônica, onde a incidência da malária é maior. Ao todo, 126 mil comprimidos serão enviados para áreas atendidas pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, incluindo o território Yanomami, que receberá o primeiro lote do medicamento.
O investimento para a ação é de aproximadamente R$ 970 mil. A tafenoquina apresenta como diferencial a aplicação em dose única, facilitando a adesão ao tratamento e ajudando a prevenir recaídas. Antes dessa formulação, o esquema terapêutico podia durar até 14 dias, o que dificultava o acompanhamento, especialmente entre crianças.







