quarta, 04 de março de 2026
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NORDESTE ENCERROU 2025 COM 1,36 MILHÃO DE EMPRESAS INADIMPLENTES

Bruna Carvalho - 04/03/2026 14:59

e acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, o Nordeste encerrou dezembro de 2025 com 1.365.944 empresas inadimplentes. O volume consolida a região como a terceira com maior número de CNPJs negativados no país no período.

Entre os estados nordestinos, a Bahia liderou o ranking regional, com 386.175 empresas com contas em atraso, seguida por Pernambuco (242.775) e Ceará (212.270). Os dados reforçam o peso dos principais polos econômicos da região na composição da inadimplência empresarial.

Visão nacional

O ano de 2025 terminou com 8,9 milhões de empresas inadimplentes no Brasil, mantendo o maior patamar da série histórica, segundo a datatech. Ao todo, as dívidas negativadas somaram R$ 213 bilhões em dezembro. Na comparação com o mesmo mês de 2024, quando o país registrou 6,9 milhões de CNPJs inadimplentes, o aumento foi de aproximadamente 2 milhões de empresas no vermelho.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o fechamento de 2025 reflete um ambiente econômico ainda desafiador. “O ano foi marcado por condições de crédito mais restritivas e custos financeiros elevados, o que reduziu a capacidade de muitas empresas de alongar dívidas e recompor capital de giro. O resultado é um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano”, afirma.

Perfil das dívidas e setores

Em dezembro de 2025, cada empresa inadimplente possuía, em média, 7 contas negativadas. A dívida média por CNPJ foi de R$ 23.818,30, enquanto o ticket médio das dívidas chegou a R$ 3.380,90. Camila explica que, comparado a dezembro de 2024, é possível observar um avanço relevante no valor devido por empresa, indicando não apenas maior volume de inadimplentes, mas também um acúmulo de dívidas mais elevado. “Os dados mostram que, além do crescimento no número de empresas negativadas, houve aumento do valor médio das dívidas. Isso sinaliza maior pressão sobre o fluxo de caixa, especialmente para negócios com menor acesso a crédito estruturado”, explica a economista.

Entre os setores das empresas negativadas, Serviços liderou com 55,2% do total em dezembro de 2025. Na sequência apareceram “Comércio” (32,7%), “Indústria” (8,1%), “Primário” (0,9%) e “Outros” (3,1%), categoria que contempla empresas do setor “Financeiro” e do “Terceiro Setor”. Já na análise por setor de origem das dívidas, o maior volume de negativações também esteve em Serviços (31,5%), seguido por Bancos e Cartões (19,3%).

Foto: Reprodução/ ABEFIN

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