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MPOX: EXAME DESENVOLVIDO PELO SABIN É CAPAZ DE DIAGNOSTICAR NOVA VARIANTE 

João Paulo - 02/03/2026 12:40 - Atualizado 02/03/2026

O avanço recente da Mpox no Brasil mantém estados em alerta, como a Bahia, e reforça a importância do diagnóstico laboratorial para identificação precoce dos casos. A doença é causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus, e é classificada como zoonose, podendo ser transmitida por contato direto com pessoa infectada, por materiais contaminados ou por animais silvestres, especialmente roedores portadores do vírus.

O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, como o teste RT-PCR Mpox, desenvolvido pelo Sabin Diagnóstico e Saúde, capaz de detectar a nova variante 1b. A coleta é realizada com swab em lesões cutâneas ou mucosas com aspecto de vesículas, úlceras ou crostas, por profissional treinado. O exame pode ser agendado para ser realizado em domicílio, uma vez que o paciente deve permanecer em isolamento.

Para isso, basta acessar o atendimento móvel humanizado “Vacinas e Exames Móveis – VEM Sabin”, voltado para pessoas físicas e empresas. O serviço, que oferece conforto e comodidade, está disponível em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães por meio do agendamento virtual no endereço sabin.com.br/agendamentos ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002.

“Desenvolvido pelo nosso setor de Biologia Molecular, o teste para Monkeypox combina extração de DNA e amplificação por reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) com sonda específica e controle interno, assegurando precisão na detecção do vírus e segurança em todo o processo analítico”, afirma o cogestor do Sabin em Salvador, Hebert William. Ele acrescenta ainda que o exame fica pronto em três dias úteis.

Na Bahia, um caso foi confirmado em 2026 e classificado como importado, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O paciente, residente em Osasco (SP), chegou a Salvador já com sintomas. Ao todo, o estado soma 21 notificações suspeitas neste ano, sendo que 12 foram descartadas após exames laboratoriais e oito ainda estão em investigação pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). No cenário nacional, já são cerca de 90 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde, com predominância de quadros leves ou moderados e sem registro de mortes, sendo a maior concentração no estado de São Paulo.

Sintomas e contaminação

De acordo com a OMS, a Mpox pode apresentar quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos em humanos. Quando uma pessoa apresenta bolhas na pele de forma aguda, acompanhadas de dor de cabeça, febre acima de 38,5 °C, linfonodos inchados (ínguas), dores musculares e no corpo, dor nas costas, fraqueza e calafrios, deve procurar um médico, que vai avaliar a necessidade de exames laboratoriais para confirmar a enfermidade.

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre.

Protocolo e tratamento

Diante de sintomas, a recomendação é adotar isolamento, se possível, e evitar contato próximo com outras pessoas. A higienização frequente das mãos também é medida essencial para prevenir novas infecções.

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o isolamento de 21 dias do paciente positivo para Mpox. A doença geralmente é autolimitada, ou seja, a enfermidade costuma desaparecer de forma espontânea, sem necessidade de tratamento. O paciente deve receber atenção clínica para aliviar os sintomas, evitando complicações graves, especialmente, em crianças, mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outros problemas de saúde.

Foto: Acervo Sabin

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