

O Carnaval de Salvador já contabiliza quase 300 atendimentos por intoxicação alcoólica desde o início da festa, de acordo com dados das equipes de saúde que atuam nos circuitos oficiais. O número acendeu um alerta das autoridades para os riscos do consumo excessivo de bebidas durante a folia.
A maioria dos casos envolve sintomas como mal-estar, náuseas, tontura, desorientação e episódios de desmaio, geralmente associados ao uso abusivo de álcool. Profissionais que atuam nos postos médicos montados ao longo dos circuitos destacam que o calor intenso e longos períodos sem alimentação adequada também contribuem para o agravamento do quadro clínico dos foliões.
Além do consumo excessivo, as autoridades de saúde reforçam a preocupação com bebidas adulteradas ou de procedência duvidosa. Segundo especialistas, substâncias tóxicas como o metanol podem provocar efeitos graves, incluindo alterações visuais, danos neurológicos e, em casos extremos, levar à morte.
A recomendação é que os foliões evitem bebidas sem rótulo, sem identificação de origem e comercializadas fora de pontos de venda regularizados. Também é orientado alternar o consumo de álcool com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os próprios limites.
As equipes de saúde e a vigilância sanitária seguem monitorando a situação ao longo da programação do Carnaval e orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas após ingerir bebida alcoólica procure imediatamente atendimento médico nos postos instalados nos circuitos ou nas unidades de pronto atendimento da capital baiana.
Foto: Jefferson Peixoto Seom Pms



