

O Carnaval, uma das maiores manifestações culturais do país, é marcado por cores, música, diversidade e ocupação coletiva dos espaços públicos. Para que a festa seja vivida com liberdade e diversão, o respeito e a proteção às mulheres devem permanecer como prioridade nas ações de orientação e prevenção durante o período. “Celebrar é ótimo, mas sem segurança e respeito, a festa perde seu verdadeiro sentido”, afirma a médica do trabalho e especialista em saúde e bem-estar Ana Paula Teixeira.
Pesquisas apontam que 7 em cada 10 brasileiras relatam medo de sofrer assédio sexual durante o Carnaval. Diante desse cenário, campanhas educativas como “Assédio Não Desfila”, “Oxe, Me Respeite”, “Respeita as Minas” e “Carnaval + Seguro” têm reforçado a importância do consentimento e da convivência responsável nos blocos, camarotes e casas de show. “É fundamental que todos, homens e mulheres, entendam que o respeito é a base da diversão. A prevenção começa com cada um de nós”, destaca Ana Paula.
Além das ações institucionais, a Lei Federal nº 14.786/2023 estabelece que espaços de evento mantenham protocolos de acolhimento e equipes capacitadas para atender mulheres em situação de assédio ou violência. O público feminino deve estar atento aos canais de apoio e denúncia, como QR Codes espalhados pelo evento, além de contar com o Observatório do Direito da Mulher, Ronda Maria da Penha, postos da DEAM e outras iniciativas integradas.
A construção de um Carnaval seguro também depende de atitudes individuais. Homens devem respeitar o consentimento e o espaço alheio, enquanto mulheres são incentivadas a estabelecer limites claros e buscar apoio quando necessário. “A folia só é completa quando todos se sentem protegidos e livres para se divertir. Pequenas ações podem fazer uma grande diferença para a segurança coletiva”, conclui Ana Paula Teixeira. Com orientação, atenção e solidariedade, o Carnaval pode ser uma celebração de alegria, diversidade e respeito.
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