

O mercado espera o plano da Petrobras para a Braskem e vê na reestruturação e recuperação dos fundamentos da companhia. A participação da Petrobras na Braskem traz a perspectiva de maior poder de governança e sinergias que podem levar a mais investimentos por parte da petroleira.
Pelo novo contrato de acionistas entre as duas companhias, Petrobras e IG4 , a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ocupará, nos dois primeiros anos, a presidência do Conselho de Administração da Braskem.
Com a condução do processo pela Petrobras, junto o fundo IG4, diminui o risco de crédito e torna menos custosa a rolagem de passivos e abre para finacimento em agências estatais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco e BNDES.
O aumento do poder da estatal tende a gerar projetos de integração entre refino e petroquímica, expansão e modernização de polos industriais, avanço da petroquímica verde e estímulo à substituição de importações, diz o especialista em investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani.
Ele afirma que a proximidade entre refinarias da Petrobras e polos petroquímicos da Braskem via gerar sinergia industrial e logística, reduzir custos e melhorar a eficiência do sistema como um todo. “A Petrobras se beneficia com maior margem, diversificação do negócio e estabilidade de fluxo de caixa. A Braskem ganha escala, previsibilidade de insumos e competitividade, além de aprimorar sua narrativa de crescimento no longo prazo”, diz Bassani.
Mas, lembra Gustavo Bertotti, a Braskem tem caixa apertado, spreads negativos e limitação para honrar dívidas, ou seja, o ambiente macroeconômico é desafiante, com juros elevados e incerteza fiscal até a sucessão presidencial de 2026.
De todo modo, investidores da estatal ficam preocupados, porque a petroquímica vai precisar de aportes de capital, e isso traz a possibilidade de dividendos mais modestos. Com informações do Estadão/Broadcast.