

O ambiente corporativo brasileiro avançou na criação de políticas formais contra assédio moral e sexual, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar essas iniciativas em uma estratégia consistente de prevenção.
Mesmo após a atualização da NR-1, que ampliou a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais, apenas 44% das organizações afirmam ter realizado o mapeamento desses fatores.
A informação é da “Pesquisa Nacional sobre a Maturidade no Combate ao Assédio no Brasil – Panorama 2026“, realizada pela Protiviti, consultoria global especializada em compliance, gestão de riscos, tecnologia e inovação.
Na prática, questões como burnout, sobrecarga emocional e adoecimento psíquico continuam sendo tratadas de forma pontual ou reativa. Na maioria das empresas, o tema só ganha atenção quando já resulta em afastamentos, conflitos internos ou denúncias formais.
De olho na atualização da NR-1, uso de canais de acolhimento podem ser um apoio na gestão de pessoas
A saúde mental do trabalhador expõe um descompasso entre conformidade regulatória e gestão efetiva de pessoas.
Isso sem contar que parte reduzida dos gestores ou até mesmo profissionais do setor de RH, que acabam tendo mais essa demanda no seu dia a dia, sabem lidar com esse tipo de situação da forma correta.
Nesse cenário, algumas empresas que já tinham o perfil de cuidado ao trabalhador passaram a ampliar sua atuação para além da prevenção de riscos legais, incorporando também iniciativas voltadas ao acolhimento emocional dos colaboradores.
É o caso da Contato Seguro, que passou a oferecer um canal de acolhimento e escuta estruturado para funcionários de empresas parceiras.
O atendimento está disponível 24 horas por dia, conduzido por humanos, psicólogos-ouvidores especialmente treinados com o objetivo de compreender situações de ordem pessoal ou profissional, como sobrecarga de trabalho, conflitos, ansiedade, assédio ou discriminação.
Além de oferecer apoio emocional, também é possível por meio dele obter estatísticas sobre as principais demandas emocionais da empresa. A partir disso, lideranças podem tomar estratégias preventivas a fim de ter uma empresa mais saudável.
Além de oferecer apoio emocional, também é possível por meio dele obter estatísticas sobre as principais demandas emocionais da empresa. A partir disso, lideranças podem tomar estratégias preventivas a fim de ter uma empresa mais saudável.
Com maior fiscalização, pressão regulatória e atenção do mercado, a saúde mental dos profissionais que atuam em uma companhia passou a integrar parte da governança corporativa.
Com isso, canais confiáveis de escuta e lideranças preparadas, passam a ser um fator-chave para reduzir riscos trabalhistas e reputacionais.
Foto: Freepik.



